domingo, 30 de setembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Quevilly"
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NORUEGA

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.Fiorde 
(2004)
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CALHAUS COM E SEM OLHOS

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Não temos dúvidas que o homem tem consciência. Já aqui dissemos que os cães e outros animais têm formas elementares de consciência, com sentimentos como alegria, tristeza e dor. De pequenos animais, como os mosquitos, sabemos pouco ou nada. A nossa consciência, julgamos, está ligada ao cérebro e resultará de fenómenos bioquímicos em que participam moléculas iguais a muitas que existem nesses pequenos animais, e também nas plantas e mesmo nos minerais—para ser mais directo, nos calhaus.Chegados aqui, pergunta-se: a consciência resulta da organização particular dos cérebros, ou é parte integrante das partículas atómicas e subatómicas que o formam: protões, neutrões, electrões, quarks, leptões, etc.? É a pergunta estúpida? A mim parece-me um nadinha estúpida, mas falo dela porque há boa gente—muito boa gente—que acha isso. Quem? O Tozé? O Zezito? Não digo tanto! Mas, por exemplo, o filósofo americano Thomas Nagel, o filósofo autraliano David Chalmers, o físico de Oxford Roger Penrose, autor do célebre livro "Shadows of Mind", o filósofo britânico Galen Srawson e por aí fora. Chamam a isso Pampsiquismo, nome bem achado, acho eu.Então, segundo os pampsiquistas—se tal termo existe—a consciência surgiu com o Big Bang e anda por aí, em todo o lado: no pau, na pedra, no fim do caminho, no resto de toco, no caco de vidro, na Lua, no Sol, no anzol, no nó da madeira, no fim da ladeira e muito mais. Em boa verdade, andará no calhau com olhos e no calhau sem olhos que são iguais—têm os mesmos quarks, os mesmos leptões, os mesmo bosões; porque não consciência? O fotão pode ter proto-emoções, proto-crenças, proto-desejos; porque não? A verdade é que, como alguém disse, o Pampsiquismo é mais fácil de parodiar que refutar. O atrás referido David Chalmers diz que experiência é informação do interior e Física informação do exterior—e esta? O calhau, apesar de tudo, é um bocadinho diferente de nós—alguns de nós, bem entendido! O calhau propriamente dito não luta pela sobrevivência, ou pela reprodução, por exemplo. Poeticamente, diríamos que é um ser contemplativo. Eh, eh, eh...
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RENOVANDO AS DESCULPAS PELA INSISTÊNCIA . . .

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DICIONÁRIO DO DIABO

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NASCIMENTO s. m.—O primeiro e o 
mais grave de todos os desastres. Quanto à sua natureza, não há consenso. Castor e Polux nasceram dum ovo. Palas saiu dum crânio. Galateia começou por ser uma pedra. Pereselis, que escreveu no Século X, dizia ter nascido do local onde um sacerdote derramou água benta. Sabe-se que Arimaxus saiu do buraco feito na terra por um relâmpago. Leucomedon era filho duma caverna no monte Etna, e eu próprio vi um homem nascer duma adega.


PUBLICIDADE DE PRIMEIRA

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video
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(Colaboração de J. Castro Brito)
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ORDENAÇÃO DAS MULHERES

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Um tema escaldante no "NYT"
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(Clique no link em cima—"NYT"—para ler o artigo, onde pode ver um slide show)
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A QUEDA DE UM ANJO* (LAS)

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Custa-me falar de António Borges porque o homem tem aspecto de estar muito doente e, até prova em contrário, acredito que esteja. Borges, segundo foi noticiado na altura, abandonou o FMI por razões de saúde que estão na sua cara. Respeito o seu estado, mas isso não lhe dá direito a dizer as inconveniências impertinentes e sobranceiras que lhe afloram o espírito, talvez doente também.
É claro que Borges pode dizer o que quiser, mas não na condição de conselheiro do Primeiro-Ministro. Deve este dizer-lhe que se cale, ou despedi-lo—a falar assim e a manter-se no lugar não pode ser. Borges fala porque já percebeu—todos já percebemos—que Coelho está muito verde e não tem lastro para o mandar calar. Infelizmente, não é só para mandar calar Borges, ou despedi-lo: é também para mandar calar e despedir muita outra gente, com o Relvas à frente da banda.
Passos Coelho—já o tenho dito—parece boa alma. Mas é claramente incapaz de ser Primeiro-Ministro. Durante o reinado de Ferreira Leite teceu a teia por onde treparia até líder do PSD, coisa que sabe fazer muito bem, depois de longo estágio na JSD—mas não sabe mais nada, nem tem estofo para chefiar um governo. Tem o centro de gravidade muito alto e a área da base pequena. Ao menor sopro espalha-se e já vai a meio do trajecto para o solo, infelizmente para Portugal na fase como a que vivemos. Uma tragédia lusitana.
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* Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, eh... eh...eh....
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' PANENKADA '

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Clique na imagem e veja um penalti "à Panenka" como terá visto poucos
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O DECLÍNIO DA FRUTA

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Xistra há só um!
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A MARCA DE ZORRINHO

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[...] Não me canso de admitir algo de admirável no Partido Socialista: a rigorosa e absoluta falta de vergonha. Em seis miraculosos anos, o PS conseguiu duplicar a tendência para o desastre lentamente acumulada nas décadas anteriores e enfiar a pátria amada na bancarrota e na dependência de esmolas caríssimas. Em circunstâncias ideais, a derrota eleitoral de 2011 teria lançado os autores da façanha para um justificado limbo ou, no que respeita aos principais responsáveis, para a cadeia. Em Portugal, quase (quase) todos andam aí, a instruir os incréus sobre a arte de bem governar e a recriminar, com voz pungida, a má governação.
Esta semana, o descaramento maior coube a Carlos Zorrinho, o qual, a propósito dos pífios "cortes" nas fundações, lamentou com total precisão e nenhuma legitimidade: "Quando é para aumentar os sacrifícios aos portugueses, é sempre mais do que aquilo que esperamos; quando é para cortar despesa, é sempre menos do que aquilo que esperamos." Brincadeira? Parece. Mas não é. É apenas o PS a confiar na amnésia terminal do eleitorado.
Em matéria de amnésia, nem vale a pena notar o impulso do PS a incontáveis fundações. Sobretudo, importa descontar a facilidade com que o PS alterna as exigências de "investimento" público com a mágoa de que a despesa pública não seja devidamente reduzida. O primeiro sermão tem a atenuante da coerência face ao modus operandi que nos deixou na penúria. No segundo, trata-se de puro desplante. E se apetecer ao cidadão médio comparar o caso ao do gatuno que condena as escassas medidas de segurança depois de esvaziar o banco, a comparação é redundante: é literalmente isso o que se passa.
O pior é que, se calhar, o cidadão médio prefere o encanto do logro a uma dose de realidade e não está para aí virado. Se calhar, a acreditar nas sondagens recentes, uma quantidade suficiente de pessoas esqueceu-se de facto de quem as colocou nos limites da indigência. Se calhar, os drs. Zorrinhos deste mundo sabem o que fazem e o que dizem. Se calhar, o PS merece o país, e o país merece o PS.
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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DE SOL A SOL

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(Domingo;30-09-2012; 07H56)
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sábado, 29 de setembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Lorde Nelson" e "Tenacious"
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É FEITIO

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Todos temos medo—medo de coisas que metem medo justificadamente e muito medo de coisas estúpidas que nos levam a comportamentos cujas consequências, essas sim, deviam fazer medo. Para esclarecer melhor a trapalhada, direi que é hoje comum o receio infundado das vacinas em geral, porque fazem aumentar a probabilidade de diabetes tipo 1, autismo, asma, blá, blá, blá, factos sem evidência científica; burrices em suma.
Porque receiam mais as pessoas a vacina do que a doença que ela previne? Porque as vacinas quase fizeram desaparecer a tosse convulsa, a poliomielite, o sarampo e por aí fora, o medo dessas doenças eclipsou-se porque são consideradas erradamente extintas e um hipotético risco da vacina domina a cena mental. Tal e qual.
Quando tive a subida honra de ser médico militar no ultramar, os soldados não tomavam os comprimidos para prevenir o paludismo porque acreditavam que eram destinados manhosamente a diminuir-lhes a líbido e manter a disciplina—mais do que um esteve às portas da morte com paludismo que poderia ter sido evitado provavelmente.
A isto acresce o facto de os riscos criados pelo homem serem mais temidos que os naturais. O cidadão conhece-se a si mesmo e, portanto, desconfia do próximo, está bom de ver. Antes a doença, que é natural, que a sacanice que, sendo natural, é humana também—pior que péssimo, diz a nossa privilegiada cabeça.
Somos assim, mas não é defeito: é feitio, dizem as neurociências—primeiro sentimos e só depois pensamos, quando pensamos. No estado evolutivo em que nos encontramos, as conexões dos centros das emoções com os da cognição são mais fortes e funcionam melhor nesse sentido que no inverso; logo, a inteligência tem papel mais débil que a emoção no comportamento. E isto não é especulação teórica; são factos comprovados pela experimentação. O mais possível. Assim, leitor que teve a pachorra de chegar até aqui, pense, literalmente pela sua saúde. Não se esconda do cachorro atrás do tigre.
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AS BROAS ESTÃO QUASE A CHEGAR

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NO COMMENTS

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CURIOSIDADES HISTÓRICAS

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Navio "Portugal"

Construído em 1885/7 em La Ciotat para uma empresa de Marselha, o navio "Portugal" foi requisitado pela Marinha Francesa em 1915, quando se encontrava atracado em Nicolieff, no Mar Negro, e posto à disposição da Rússia para ser transformado em navio hospital. Torpedeado por um submarino alemão U33 em 30 de Março de 1916, perto de Batum, partiu-se em dois e afundou-se em dois minutos, morrendo grande parte dos ocupantes, franceses e russos.
Em cima, dois postais, um  com o navio operacional e outro com o naufrágio numa pintura de Sandy-Hook.

SUGESTÕES D' "O DOLICOCÉFALO"

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Para sique gosta de modaaqui fica o mais moderno e actual. Nada de coisas comerciais. É tudo criatividade individual e privada a circular nas imediações duma feira da moda na Europa. Um assombro!
(Clique na imagem, veja e acredite)

OS "AFINS" E A EVOLUÇÃO CULTURAL

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A evolução biológica humana é um facto evidente que só espíritos totalmente tacanhos põem em causa—a estatura média do homem actual, ou a qualidade bipedal, resultarão do facto de estaturas diferentes, ou a menor capacidade de deslocação em dois membros, serem menos adequadas para viver no habitat da Terra, por exemplo. Um processo de selecção lento e gradual foi poupando o que tinham a melhor estatura e mais capacidade de abandonar a deslocação com os quatro membros e extinguindo os outros. É careca isto.
A tal fenómeno—o da evolução biológica—deve acrescentar-se o da evolução cultural, conceito mais recente, inovador e pouco explorado.  Há capacidades adquiridas que representaram enorme avanço da espécie—somos capazes de enfiar uma agulha e arremessar objectos, como pedras, setas e lanças, o que o chimpanzé não faz tão bem. Nem sei mesmo se o chimpanzé enfia agulhas.
Cada geração, ou conjunto de gerações, foi acrescentando capacidades culturais importantes que culminaram na nossa condição actual, muito mais aptos que chimpanzés, com seres como Cavaco, Coelho, Arménio, Jerónimo, Tozé e o Zezito. É verdade—autênticos ápices da evolução, coisa inesperada até para Darwin.
Não se trata de mutação genética, não senhor, nem, ao contrário do que Lamarck dizia, da incorporação do aprendido no genoma, embora haja hoje sinais de que por via  epigenética—muito complicado para um blog!—alguma coisa desse tipo possa acontecer. O mais simples e directo é a lenta selecção dos que absorvem facilmente avanços culturais,  como a prática dos "afins" da Senhora Doutora Cândida Almeida,  a celebração de contratos tipo PPP, as licenciaturas honoris causa e por aí fora—o fitness darwiniano na máxima e exemplar expressão.
Serve isto para dizer que Portugal não deve queixar-se, nem consumir tempo e recursos em manifestações, discursos inflamados e protestos que podem levar ao cárcere. Portugal precisa de ler Darwin porque está lá tudo—do aeroporto da Ota à ligação Poceirão-Caia. Só  não se percebe é como Darwin sabia que a Ota, o TGV e o PEC4 vinham a caminho. Todos os dias me interrogo sobre isso. Ganda Darwin!
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A fotografia em cima é de Joseph Hendrich, antropólogo, professor da Universidade de Columbia e especialista em evolução cultural—não tem nada a ver com "afins"; ou, melhor, tem porque os estuda.
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A "SAGRES" SEMINUA

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.(27-09-2012)
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A CRUZ AO ALTO DIZ O QUE ME HÁ NA ALMA

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(27-09-2012)
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[ IN ] CITAÇÃO

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[...] O que se passa na justiça é que devia ser declarado o estado de calamidade pública e ser feita uma purga. Eu gostava de ver um certo número de juízes e procuradores na prisão, chegámos a um nível em que precisamos de ter gente presa. Enquanto não formos capazes de fazer isto, não são possíveis reformas profundas em Portugal. [...]

Pedro Braz Teixeira—economista—em entrevista ao jornal"i"
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TURISMO DE PORTUGAL—PACOTE ECONÓMICO

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(25-09-2012)
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TROPA-FANDANGA

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Lê-se nas notícias de hoje que o Conselho de Chefes de Estado-Maior repudia as afirmações “irresponsáveis” e “ilegítimas” dos últimos dias, feitas por alguns órgãos sócio-profissionais das Forças Armadas.
Quem fala pelos militares são as chefias militares, dizem os generais que lideram o Estado-Maior do Exército, da Armada, da Força Aérea e o Chefe de Estado-Maior General. Assinam um comunicado muito duro, divulgado esta sexta-feira, que, embora não se refira às recentes declarações de responsáveis das associações dos oficiais, dos praças e dos sargentos, é-lhes dirigido. Essas estruturas socioprofissionais têm vindo a público solidarizar-se com protestos anti-austeridade e, nalguns casos, pedir a demissão do primeiro-ministro, dizem os generais.
Não sou militar mas, por razões que não vêm ao caso, durante 10 anos trabalhei, como militar primeiro, e depois como civil, nas Forças Armadas. Conheço o meio razoavelmente e como era o espírito de disciplina, princípio indispensável e indissociável das suas missões. Com a revolução dos cravos, foi o que se viu. Desde juramentos de bandeira perante uma bandeira com um buraco no lugar do escudo porque este era "fascista", até juramentos propriamente ditos inenarráveis, redigidos por notórias e "respeitadas" figuras da política actual desejosas que isso seja esquecido depressa.
Mas o mal foi inoculado e continua latente nas instituição militar, sob a forma encapotada de "associações profissionais" que, em vez de investirem na formação dos seus associados, na ajuda social à classe, na melhoria da imagem dos militares, se limitam a fazer política rasteira e partidarizada, a contestar as chefias—coisa supostamente impensável—e a dar um espectáculo com aroma a chulé de Infantaria. Organizações marionetas de partidos que tentam controlar as Forças Armadas pela porta do lado, sem qualquer preocupação de as abastardar. A náusea!
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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"Peking"
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...EH ...EH ...EH ...

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RECAPITULANDO

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Ontem publicámos fotografias do destroyer britânico HMS "Edinburgh" (na figura menor, em baixo) a entrar no Porto de Lisboa. Não é o primeiro navio da Royal Navy com esse nome. Deixamos hoje o anterior HMS "Edinburgh", um cruzador da II Guerra Mundial, em pintura e em fotografia.

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POGGIO BRACCIOLINI

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Poggio Bracciolini (1380-1459) foi secretário de 8 papas, pai de 14 filhos da amante e, com 55 anos, namorou uma linda jovem de 18 anos que lhe deu mais 6 filhos. A carreira eclesiástica de Bracciolini coincidiu com o Grande Cisma do Ocidente, em que chegou a haver dois e três papas simultaneamente, e os concílios eram frequentes para tentar restabelecer a união. Por tal motivo, Bracciolini viajou muito pela Europa e, como era um bibliófilo, aproveitou para vasculhar nas bibliotecas de antigos mosteiros onde encontrou obras literárias importantes e esquecidas, que copiou, decifrou e traduziu. E aprendeu muito para escrever sátiras sobre os vícios do clero da época e dos intelectuais seus rivais, o que fez dele um homem temido. Depois de retirado da Cúria, foi chanceler da República de Florença e seu biógrafo. 
Mas Bracciolini ficou famoso, ironicamente, depois de tantas proezas sexuais e intelectuais, por um livro de anedotas—Liber Facetiarum, conhecido simplesmente por Facetiae—com 273 itens, a maior parte deles coleccionados num clube de anedotas  chamado Bugiale (fábrica de mentirolas), onde os escribas do Vaticano se reuniam para espairecer, no fim de  entediantes dias a redigir bulas, encíclicas e por aí fora.
Bacciolini tinha 70 anos quando o Facetiae foi escrito e o livro, com anedotas de sexo e outras histórias sobre a moral dos homens da Igreja, não teve grande condenação do Vaticano, provavelmente porque estava escrito em latim e o povão não lhe metia dente, sendo primordialmente consumido pela  classe clerical, sem corromper a moral das massas.
Contudo, em 1802, o autor da única biografia de Poggio em inglês, um tal William Shepherd,  manifesta o quanto o choca a conversa de Bracciolini, "um Secretário Apostólico que gozava da estima do Sumo Pontífice a publicar histórias que são um ultraje às leis da decência e fazem corar de vergonha a modesta gente".
A seguir, noutro dia, falarei das frescas histórias de Poggio Bracciolini. Não perca os próximos episódios.
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MAR PORTUGUÊS

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Fernando Pessoa
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' CARTOON ' DA SEMANA

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Benjamin Netanyahu, conhecido na imprensa internacional—com excepção da portuguesa, obviamente—por Bibi, mostra na Assembleia-Geral da ONU um cartoon onde está demonstrada a iminência do ataque iraniano a Israel com a bomba atómica. Suspeito que  não será exactamente aquela a imagem da tal bomba, mas não interessa isso. Interessa é que a bomba já está quase cheia de urânio enriquecido, embora não tão enriquecido como o da bomba israelita porque, nessa coisa de enriquecer—o urânio e não só—os judeus são os maiores especialistas mundiais.
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ISTO É O QUE ELES PARECEM

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Barquinhos de águas paradas para brincar aos marinheiros

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(Ver  em baixo)
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ISTO É O QUE ELES FAZEM

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É pau, é pedra, é o fim do caminho...
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(Agradeço ao colega Pedro Masson, que me mandou este vídeo e muitos mais que se seguirão em próximos capítulos)
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É A VIDA

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Hoje, ao passar os olhos pelo jornal "i", senti um baque. Imaginem o que li, ali, no jornal "i": está escrito, literalmente preto no branco, que Cândida Almeida não está "na corrida" para o cargo de Procurador Geral da República! E mais: o seu nome nem sequer consta na lista de nomes em discussão pelo Governo e pelo Presidente da República!
Cândida Almeida, magistrada especializada na investigação de casos "afins", conforme ficámos a saber depois da Universidade de Verão do PSD, não reunirá as condições exigíveis para o cargo de PGR, neste momento a precisar de um especialista em casos não "afins".
Depois do desempenho do Meretíssimo Pinto Monteiro, mais vocacionado para embraiagens a patinar, exige-se agora alguém com perfil diferente, não relacionado com "afins" ou embraiagens, mas mais virado para a caça ao gatuno, condição sem tradição em Portugal e  que, inesperadamente e há pouco tempo, surgiu na sociedade lusitana.
Com mágoa reconheço a justeza de tal razão para o afastamento da candidez do lugar. É pena. É muita pena. É pau, é pedra, é o fim do caminho, é um resto de toco, é um pouco sozinho, é um caco de vidro, é a vida...
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PEÇO DESCULPA

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Peço desculpa pela insistência, mas fiquei fascinado!
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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Bom tempo no Cabo Horn!
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JORNALISMO DE PRIMEIRA ÁGUA

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Portugal podia, mesmo com o PECIV aprovado, ter sido, mais tarde, forçado a pedir um resgate? Não sabemos. Não sabemos o que teria sucedido se em vez de um Cavaco tivéssemos um presidente e em vez de um Passos e um Portas, um Jerónimo e um Louçã, gente mais ralada com os portugueses do que com ganhos partidários.

Assim escreve Fernanda Câncio no "Diário de Notícias". É preciso ser bronca! Como, por pudor, não tem coragem de falar do PS e do Zezito, asneia—Louçã e Jerónimo. Tal e qual! Já agora, Garcia Pereira também. 
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ESTAS JÁ TÊM BARBAS !

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Palamedes

A anedota não é uma história de humor—é mais rápida a provocar o riso, habitualmente mais aberto, até à gargalhada. É também mais breve. Segundo Freud, a anedota não é contada em poucas palavras, mas em demasiado poucas palavras—"Quando nasci, era tão feio que o médico deu uma bofetada na minha mãe"; por exemplo.
Diz-se que foi Palamedes, herói da Guerra de Troia, que inventou a anedota, mas também se diz que inventou os números, o dinheiro, o xadrez, o alfabeto, o farol, o pequeno almoço, o almoço e o jantar, o que é invenção a mais.
Melissus, um dos mentores do Imperador Augusto, terá compilado quase 150 antologias de anedotas. Infelizmente, perdeu-se isso tudo. Da antiguidade, sobreviveu um livro, Philogelos (Apreciador  do Riso, ou coisa próxima), que contém 264 itens e é, provavelmente,  fruto da fusão de dois livros de dois autores. Os temas são os clássicos de hoje: o bêbado, o miserável, o basófias, a mulher à procura de sexo, o mau hálito, o distraído e por aí fora (Um distraído viaja num navio que enfrenta enorme tempestade e, na eminência da morte colectiva, diz aos escravos que o acompanham e choram: estejam tranquilos que, no testamento que fiz, vocês são libertados quando eu morrer). E muita matéria brejeira. Segundo Cícero, uma indecência contada decentemente é o que provoca mais riso e é verdade. Acrescento que a alface, com fama de anti-afrodisíaco, aparece muito no anedotário clássico.
Estou a estudar a matéria e, em próximos episódios, trarei algumas larachas da antiguidade clássica e não só. Rir é o melhor remédio: é crise, é pau, é pedra, é o fim do caminho...
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UM ACHADO PARA NAVEGAR A BUTES

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Sapatos equipados com GPS, activado com um simples toque de calcanhar, podem levá-lo a qualquer lugar, desde que tenha pernas para isso.
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A TROIKA QUE PAGUE O QUE DEVE

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O grande Mário do Grand Prix; da Fundação Mário Soares que recebe milhões do erário público; o grande Mário do "ainda não disse nada hóje"; que em 1984 dizia ao "Diário de Notícias": Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a única coisa a fazer é apertar o cinto"; o insuperável, em suma, "hóje" disse. E que disse Mário?
Mário disse que o Governo teria caído se não tivesse recuado na alteração à Taxa Social Única, o que revela a visão "pitonísica" do inspirado estadista.
Mas mais disse Mário! "A queda do Governo podia ser grave porque a troika ainda deve algumas coisas de dinheiro que vai pagar e o melhor é o Governo não cair por enquanto". Ah ganda Mário! Assim é que é falar! Dá gosto ouvir.
A troika deve dinheiro a Portugal, como é sabido, e pode aproveitar-se da queda do Governo para não pagar o que deve. Mário conhece-os de ginjeira e não arrisca—embora gostasse que o Governo caísse, isso gostava.
A verdade é que os dinheiritos da troika dão jeito porque, depois do Governo se finar, chama-se o Zezito para os aplicar e vai ser um fartar—de certeza. Já faltou mais.
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HMS "EDINBURGH"

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O HMS "Edinburgh" é um destroyer do tipo 42 e será o último deste tipo a servir na Royal Navy. Lançado à água em 14 de Abril de 1983, entrou ao serviço da Navy em 17 de Dezembro de 1985. É o maior da sua classe, conhecido como "Fortaleza do Mar". Vêmo-lo aqui a entrar esta manhã no Porto de Lisboa, cerca das 10 horas.



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CLOSE UP

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(27-09-202)
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QUEM TE MATOU INÊS? FOI O PACHECO

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Ontem, a respeito das buscas  efectuadas na casa de alguns membros dos governos socialistas, a Ministra da Justiça disse aos jornalistas que "ninguém está acima da lei", "tudo deve ser investigado" e que "acabou o tempo em que havia impunidade".  Hoje, os socialistas vêm dizer que  entendem isto como uma difamação protofascista em relação ao tempo dos anteriores governos.  Em face do que leio nos media, parece que a carapuça era só para aqueles a quem servisse, e os socialistas acharam que ela tinha o diâmetro da cabeça deles.
Ninguém está acima da lei, tudo deve ser investigado e acabou o tempo em que havia impunidade são a afirmação de princípios  que o PS não devia contestar porque fazem parte do tal Estado de Direito que invocam. Por exemplo, aplicam-se a D. Afonso Henriques quando se levantou contra a mãe e a pôs a ferros; e aplicam-se a D. Afonso IV e ao Pacheco, que mataram Inês na Quinta das Lágrimas. Embora os monárquicos—sem pingo de ética republicana, é verdade—possam considerar as declarações da Ministra como difamação protofascista, ficaram calados para não enfiar a carapuça (espertos!!!...). Os fascistas do Estado Novo—que os há!—também podiam ter reagido, dado que a carapuça estará igualmente à sua medida, mas moita carrasco (espertos!!!...).
Contudo, os socialistas, em quem ninguém estava a pensar e podiam estar calados, vieram acusar o toque, com surpresa geral. É o que eu digo: o Tozé configura uma escopeta de carregar pela boca, sem pingo de sentido de Estado—então, perante a afirmação de princípios da Ministra, ele vem pôr-se de cócoras a dizer que a Senhora lhe está a bater? Mal lembrado! Muito mal lembrado!!
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GLOBAL HAWK AIRCRAFT

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Impressionante fotografia do avião não tripulado da NASA Global Hawk Aircraft, destinado ao estudo de fenómenos meteorológicos. Com capacidade para voar por tempos muito mais longos que as aeronaves tripuladas, serve em especial para investigação sobre as tempestades tropicais.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

OS GRANDES VELEIROS

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MEMÓRIA MOTORA

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A prende-se a andar de bicicleta aos três anos, aos cinco abandona-se, aos quarenta pega-se numa bicicleta e ainda se sabe andar. O ciclismo é prática que exige complicada coordenação motora, mas não se esquece porque temos uma capacidade chamada memória motora.
Se seguirmos com o cursor do computador uma linha vermelha em formação no monitor, desenhando uma linha branca paralela, com o treino vamos fazendo-o cada vez com mais rigor. Se voltarmos a tentar meses depois, talvez tenhamos perdido alguma perfeição, mas ainda estamos melhor que antes de tentar a primeira vez.
É o treino dizem os especialistas em educação física, e é de facto. Mas há maneira de reforçar a memória motora e fazê-la mais duradoura—consiste em praticar exercício físico (um qualquer) depois do treino. Se os aprendizes de desenho de linhas no monitor andarem de bicicleta depois do treino, ou correrem, ou remarem, ou blá, blá, blá, a memória motora fixa melhor e por mais tempo o adquirido no treino. Naturalmente, isto é importantíssimo para o desporto, em especial para alguns. É o caso dos serviços no ténis, dos lançamentos no basquete, do tiro, etc. Mas é também muito útil na vida corrente, em muitas coisas: se anda a aprender a conduzir automóvel, a dactilografar, a fazer renda de bilros e por aí fora, dê umas corridas no fim. Pode ser antes, mas no fim dá mais resultado por motivos que não cabem neste espaço. Pode ver mais pormenores aqui.
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FRAGATA "VASCO DA GAMA"

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NRP "Vasco da Gama"
(25-09-2012)
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