segunda-feira, 26 de junho de 2017

CARL SPITZWEG

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 Caçador de Domingo
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HONG KONG

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VENDE-SE

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FONTE TREVI

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A Câmara Municipal de Roma proibiu a prática de sentar, tomar banho, lavar roupa, dar banho a animais e atirar para a água objectos que não sejam moedas, nas fontes de Roma, especialmente na Fonte Trevi.
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NÃO HÁ BELA SEM SENÃO

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Marta é uma cadela mastim napolitano, com cerca de 55 quilos de peso, que venceu na passada Sexta-Feira, na Califórnia, o Prémio de "Cão mais Feio do Mundo". A dona, Jessica Burkard, gostou porque a adora e considera que não há cão mais bonito — especialmente os olhos vermelhos, quase tão "caídos" como as bochechas, e pele um número acima. 
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QueSST

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Ilustração do que virá a ser o Quiet Supersonic Transport, ou QueSST, um avião de passageiros supersónico da NASA, por enquanto chamado só X-plane. Será confortável e não terá esse problema do sonic boom, associado com o voo supersónico que hoje existe. Ganda máquina!
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ENCÉFALO MAL PASSADO


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.António Costa terá dito hoje, ou ontem, ou amanhã — tanto faz! — o seguinte (transcrevo): Fernando Medina é o único verdadeiro candidato a presidente da Câmara de Lisboa, que vencerá as eleições "por mérito próprio", porque teve a coragem de ultrapassar a herança recebida.
Grande tirada, não fosse uma burrice — nem é preciso explicar porquê. Mas, porque pode haver um socialista português que não perceba, fenómeno frequente, sempre direi que os futuros candidatos serão todos "verdadeiros candidatos". Não tenho conhecimento que a lei preveja a figura de candidato virtual.
Mas isso é o menos mau na inspirada declaração de Costa. O pior mesmo é a admissão de vitórias sem ser por mérito próprio; ou seja, vitórias de candidatos rascas, eventualmente por batota nas urnas, manipulação eleitoral suja, conspiração desleal contra oponentes, mentiras e por aí fora. Da conversa de Costa pode concluir-se que tal fenómeno ocorre em Portugal, caso contrário não seria necessária a referência à qualidade da possível vitória de Medina. Ele lá sabe porque fala nisso.
Caricata, por fim, é a referência à "coragem de ultrapassar a herança recebida". Ficamos sem saber se a "ultrapassagem" foi de burrices herdadas de Costa, o que não o abona muito e por isso não deve ter sido; ou se foi ir além do génio de Costa, que em matéria de basófia ainda o abona menos.
Costa começa a tresler! O "calor" de Pedrógão Grande assou-lhe o encéfalo. Está mal passado, mas está assado.

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HOJE É DIA DE SORTE PARA "O DOLICOCÉFALO"

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Saiu-lhe uma Cap i Cua !
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O REPÓRTER DA CIDADE

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A HISTÓRIA REPETE-SE — SEMPRE !

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[...] Infelizmente para nós a solução governativa que permitiu a António Costa ser primeiro-ministro desmontar-se-á porque um dia os portugueses serão confrontados de novo com um outro desastre. Já foi assim com José Sócrates e receio que venha a ser assim com António Costa. São os desastres, o imprevisível, o que vem de fora da cidadela mediática de Lisboa, que fazem os governos socialistas chegar ao fim.
Por muito que nos custe quem pôs fim à carreira de Sócrates não foi a capacidade da oposição para desmontar a sua demagogia mas sim a Justiça pois nem esse momento em que teve de fazer o pedido de ajuda externa foi suficiente para mostrar a mentira em que se baseavam as suas políticas, que aliás voltaram agora para gáudio dos seus antigos promotores. Estes últimos, devidamente desembaraçados do seu anterior patrono (é aliás vergonhoso o espectáculo dessa gente que agora faz de conta que não conhece Sócrates de parte alguma), voltaram ao poder com Costa e já começam a esvoaçar em torno de Fernando Medina que para efeito da sagração mediática já recebeu o cognome que Sócrates arvorava nos seus belos tempos: menino de ouro.
A diabolização de quem a contesta – agora é austeridade já foram o neoliberalismo, o fascismo, a reacção, o capitalismo, o imperialismo – tem bastado à esquerda não apenas para ganhar as eleições mas, não menos importante, para questionar a legitimidade de qualquer um que mesmo tendo mais votos não tenha o seu aval. Donde a catástrofe, resulte ela de um incêndio ou de um factor externo, como os mercados, que não se conseguem controlar com a verborreia do costume, se ter tornado naquilo que os socialistas realmente temem. Quanto ao resto têm tudo sob controlo. Tudo, mas mesmo tudo, senhor Presidente
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Helena Matos in "Observador"
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*É preciso “apurar tudo, mas mesmo tudo, o que houver a apurar” (Marcelo Rebelo de Sousa)

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domingo, 25 de junho de 2017

CÂNDIDO PORTINARI

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A MORTE SEGUNDO VOLTAIRE

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Aproximo-me suavemente do momento em que os filósofos e os imbecis têm o mesmo destino.

Voltaire
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MÃOS DE MESTRE

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Até o gato está admirado!
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O MAR SALGADO

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JURO !...

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A estatística fala por si. O problema é que a estatística diz respeito ao Presidente da mais poderosa nação do único planeta onde, que se saiba, existe gente — Donald Trump, o matarruano.
Nos primeiros 40 dias da sua presidência, Trump disse uma mentira por dia. O ritmo só abrandou em Março.
Desde então, disse 74 mentiras em 113 dias. Na maior parte dos dias em que não aldrabou, não publicou nada no Twitter, ou esteve em férias em Mar-a-Lago, na Flórida, ou andou a jogar golf.
Nalguns casos, Trump não manteve a mesma versão das aldrabices, que iam variando com a passagem dos dias, como aconteceu com algumas acusações à China de manipulação da moeda.
Perto de 60% dos americanos acham que Trump não é honesto. O mais preocupante, contudo, é que quando tomou posse, já 53% achavam isso — mas foi eleito!
Churchill tinha razão quando dizia 
o que dizia da democracia. É a vida... juro!
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A AVE MAIS RÁPIDA DO MUNDO

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Veja o Falcão Peregrino — existe em Portugal — em voo picado, a 320 km/hora, e em voo rasante na floresta, com uma câmara de vídeo no dorso!
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O REPÓRTER DA CIDADE

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PREVIDENTE, EFICAZ E RESPONSÁVEL ?

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SER POLÍCIA

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Um polícia, no Minesota, manda parar um carro porque tem os stops avariados. Depois de avisar o condutor, pede-lhe a licença de condução e o documento do seguro. O condutor avisa-o de que tem uma arma e inclina-se para procurar o documento do seguro (?) — a arma (?). O polícia diz-lhe para parar, ele continua a procurar e é baleado mortalmente. E agora? Em terra de pistoleiros é assim!
O polícia, antes de mandar parar o carro, tinha avisado colegas pelo rádio que havia visto um suspeito de roubo  procurado  naquele carro. Foi absolvido por um tribunal com júri.
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UMA HISTÓRIA AOS QUADRADINHOS

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sábado, 24 de junho de 2017

EGON SCHIELE

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NAVEGAÇÃO À VISTA

Leio na Net, citando Marcelo Rebelo de Sousa, o seguinte: Após ter começado por pedir união e solidariedade no momento da tragédia em Pedrógão Grande, onde um incêndio descontrolado e de grandes dimensões levou à morte de 64 pessoas, agora é preciso apurar tudo o que se passou, “mesmo tudo”, “no plano técnico” e “no institucional”.
Portanto, há o "tudo" e há o "mesmo tudo", que não são exactamente a mesma coisa. Ou seja, o "mesmo tudo" contém mais que o "tudo". Talvez o leitor ache a diferença subtil, mas existe, e o que interessa neste apuramento é o "mesmo tudo".
Não sei explicar bem porquê, mas a conversa de Marcelo sugere-me a navegação à vista. Os marinheiros dos descobrimentos percorriam rotas desconhecidas, muitas vezes sem cartas e com pouquíssimos instrumentos de navegação, e as referências que os guiavam eram as estrelas e as terras litorais, ou seja, a vista da costa (não do Costa!). O objectivo era chegar o mais longe possível, ficar a "conhecer o caminho" e manter a capacidade de regressar.
Deste ponto de vista, Marcelo é um "navegador". Não procura novos mundos para dar ao Mundo, mas procura popularidade, afectos, louvaminhas, bajulice, incenso e adulação. Não vive sem isso. Está atento e é venerador à — e da — opinião pública e deve babar-se ao pequeno almoço quando lê os jornais com fotografias suas a abraçar e beijar velhas de bigode e carrapito.
Sempre disponível e inspirado para dizer o que cai melhor na ocasião, e atento à reacção para o acto seguinte, qual é sempre outra "boca" que pode ser nova ou a correcção da anterior, como faziam os marinheiros de quinhentos ao avistar um cabo ou uma ilha em rota de colisão. Dá uma no cravo e outra na ferradura, em navegação à vista e amanhã logo se vê.
Marcelo não deve usar ceroulas de malha, como o "Dantas" de Almada Negreiros; mas é um habilidoso como ele. E mais, digo eu: Marcelo é um impostor. PIM!

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O ATALHO

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AS ÁRVORES MORREM DE PÉ

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Este plátano, além do que está à vista na fotografia e é banal em Lisboa, já danificou seriamente a tubagem do esgoto do prédio que tem em frente, em busca de água, e tapa as suas janelas; mas continua lá — as árvores morrem de pé!...
Um pinheiro manso inofensivo, plantado há 35 anos pela minha mulher, não muito longe deste plátano facínora, foi sumariamente abatido há poucos meses. Nem todas as árvores morrem de pé — algumas morrem, estupidamente, a golpes de serra mecânica!
E pelo Medina não vai nada?!
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"DEEPTIME" FUTURO ? JAMÉ !

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Earth is a machine ceaselessly repeating a cycle of erosion, deposition, and uplift.

James Hutton
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O Universo terá começado há perto de 14 mil milhões de anos, com o Big-Bang. O planeta Terra  "nasceu" há 4,5 mil milhões de anos, mais coisa, menos coisa. A vida não demorou muito a aparecer, logo que as condições ambientais se tornaram favoráveis, talvez há cerca de 3,8 mil milhões. É tudo muito antigo!
As moléculas de que somos formados agora — cada um de nós, incluindo o incauto leitor desta prosa — já passaram por número incontável de seres, animados e inanimados, possivelmente a orelha de algum dinossauro, um meteorito, uma lagartixa, um tomate, um grão da areia do Guincho, uma gota de água do Oceano Índico, o rabo de um leão! Quem sabe? A Natureza "trabalha" maioritariamente com as mesmas moléculas há muitos séculos e nenhum de nós tem moléculas privativas: usamos as mesmas que a pedra da calçada, o eucalipto, ou o burro (alguns abusam destas). Em suma, biologicamente, somos um arranjo provisório e instável de "tijolos" naturais que "respondem" por "molécula".
Os anglo-saxónicos chamam ao tempo que ficou para trás, desde os primórdios do Universo, deeptime, neologismo que significa pouco em português. Tempo fundo, ou profundo, não nos diz muito; isto é, não diz o termo, embora a ideia sim. Conceitos como o de 4,5 mil milhões de anos, ou 3,8 mil milhões, é coisa para cair de cauda. Curiosamente, a expressão deeptime, para anglo-saxónicos inclusive, é usada para o passado. E o futuro? Não há deeptime futuro? Talvez haja — TALVEZ!!! Mas...
Porquê este TALVEZ maiúsculo, itálico e com 3 pontos de exclamação? Porque o futuro a Deus pertence, diz-se, significando isso saber-se nicles batatóides sobre ele. De seguro, sabe-se, ou julga saber-se, que daqui a 4 mil milhões de anos a dilatação do Sol vai fazer ferver a água na Terra e não vale a pena entrar em mais pormenores dantescos sobre o antes e depois disso. Adicionalmente, falar do Homo erectus, por exemplo, e da triunfal caminhada posterior até maravilhas como o Professor Marcelo "Esteves", ou o inefável Jerónimo de Sousa, é actividade psicologicamente remuneradora; mas falar de António Costa, ou Passos Coelho, assados na brasa faz pesadelos à noite e é melhor esquecer.
Felizmente, é da natureza humana ter uma atitude irracional quanto ao futuro, muito bem caracterizada por uma expressão que aprendi na tropa qual é a de "descontração e estupidez natural".
Em relação ao futuro do Universo, o Homo sapiens assume a posição de "descontração e estupidez natural"; e muito bem. Em 1900, Lorde Kelvin, um dos mais famosos físicos da História, já perto do fim, dizia que a investigação no seu campo estava praticamente acabada — via apenas uma ou outra área para esclarecer. Poucos anos passados, Einstein, com a Teoria da Relatividade, revolucionava toda a Física, deixando muitas das teorias de Kelvin na prateleira.
O futuro é uma espiga, mais nada. Não é coisa para nele investir ideias e figuras poéticas, como deeptime, cuja gestação custa muito "fósforo" e verve. Qual deeptime, qual carapuça? A bem dizer, futuro é uma grande porra, com vossa licença; mais nada. Deeptime? Era o que faltava...

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

GEORGES BRAQUE

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PORTUGAL ASSASSINADO

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[...] Na quarta-feira, o exacto dia em que a nomenclatura do regime compareceu pesarosa ao funeral de um bombeiro, o Presidente da República declarou que a “unidade nacional” perante a tragédia “mostra bem como somos uma nação antiga e uma nação muito forte”. À superfície, tais palavras são apenas um deprimente vazio. Sucede tratar-se do exacto PR que, entre abraços sortidos, ocupou os minutos iniciais que os noticiários dedicaram ao incêndio para garantir que fora feito tudo o que se podia fazer. Pelo meio, o país tomou conhecimento de dezenas de mortos e da radical desorientação ou impotência das autoridades. E o país viu-se atacado por uma operação, talvez inédita, de manipulação informativa liderada pelo governo e patrocinada por boa parte dos “media”. O país que quis perceber percebeu que a “nação muito forte” é uma coisinha débil, e que a “unidade nacional” é uma estratégia repugnante para, em nome das vítimas, socorrer os suspeitos. Note-se que não acuso ninguém. Não é preciso: os esforços para suprimir culpas são a sua maior admissão.
A “incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”, berrava o BE em 2015, face a 28 mil hectares queimados e, suponho, morto nenhum. Agora, a actriz Catarina Martins implora no Twitter: “Que venha a chuva. Bom dia”. A brandura é partilhada pelo PCP, o qual, salvo por um patético “pedido de esclarecimento”, refugiou-se no luto. “Luto”, aqui, é código para “ganhar tempo”. Não surpreende a cumplicidade dos partidos comunistas no arranjo. Não surpreendem os esforços do PS na elaboração do arranjo. Não surpreende o aval do PR ao arranjo, visto que já só os ceguinhos não vêem a verdadeira função do prof. Marcelo. E não surpreende a ajuda das televisões e dos jornais à eficácia do arranjo.
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Alberto Gonçalves in "Observador"
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IT´S AMAZING !

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O BIPARTIDARISMO DEU O QUE TINHA A DAR

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As últimas eleições na Grã-Bretanha não deram vitória absoluta a ninguém, nem aos conservadores que tiveram mais alguns votos. Na realidade, os ingleses disseram simplesmente que os actuais conservadores e trabalhistas não prestam e ponto final.
O bipartidarismo é uma tradição fortíssima na Inglaterra e naquela terra nada é fácil mudar — desde a monarquia até ao bife mal passado. Mas a tradição política não pode continuar assim — um novo partido é preciso urgentemente. E se ele aparecer e tiver à frente pessoas credíveis — a milhas de May, Boris Johnson, Corbyn e companhia ilimitada — vai ter pernas para andar. Neste momento, grande parte dos súbditos de Sua Majestade votam com a mão no nariz e os olhos fechados.

Inesperadamente, na imprensa inglesa começam a aparecer peças a falar com algum entusiasmo da França, quase a insinuar que o jovem Macron era do que a Inglaterra precisava. Para quem conhece os beefs, isto constitui um fenómeno do Entroncamento, se ainda alguém se lembram de tais fenómenos. Mas está escrito — preto no branco — num artigo de Philip Collins, publicado hoje no The Times, com o título, límpido como água de rocha, Now is the moment to launch a new party.
A grimpa britânica começa a baixar a bola. Não há nada como "realmente" e o pior ainda está para vir, com as negociações do Brexit. Além de não se vislumbrar gente capaz para enfrentar figurões como Juncker ou Shäuble, os britânicos partem para a maratona já com a língua de fora.

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O REPÓRTER DA CIDADE — NÃO ATAS NEM DESATAS

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"SHUT UP"

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Abro o jornal e leio:
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"Vai sair mais uma campanha vergonhosa para denegrir Bruno de Carvalho. Começou com uma notícia veiculada pela TVI, uma notícia que foi plantada. Nessa peça, dava-se a entender que o presidente do Sporting recebia comissões por transferências de jogadores", disse o diretor de comunicação 'leonino' (Nuno Saraiva).
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Os directores de comunicação dos clubes de futebol, presumo, servem para deixar os responsáveis pelas agremiações desportivas livres do contacto directo com os órgãos de comunicação social, entregando essa actividade a especialistas, o que os liberta de actividade complexa e melindrosa, exigindo bom senso e conhecimento do meio.
Lembrei-me disto, ao ler o comunicado — em cima reproduzido — de um tal Saraiva, alegadamente um desses especialistas a trabalhar para o Sporting que, com a cara que tem, mesmo antes de abrir a boca, a gente já sabe que a probabilidade de sair asneira é elevada. E como nos últimos tempos o débito de comunicados ridículos e caricatos tem sido alto, até ele já percebeu que não dá uma para a caixa e procura emendar a mão — mas, quanto mais fala, mais evidente é que não nasceu para tal mister, próprio do Homo sapiens.
Então, hoje leio que Saraiva terá anunciado — urbi et orbi — o que transcrevi a abrir (Vai sair mais uma campanha vergonhosa para denegrir Bruno de Carvalho. Começou com uma notícia veiculada pela TVI, uma notícia que foi plantada. Nessa peça, dava-se a entender que o presidente do Sporting recebia comissões por transferências de jogadores).
Isto é, ainda a notícia não saiu e já Saraiva a anuncia e lhe dá publicidade. Mais estúpido que isto é difícil.
A constatação de que um "jornalista" assim chegou a director de comunicação do clube que tem Bruno de Carvalho como Presidente, não admira. O que admira, como dizia o outro, é ele ter conseguido fazer a antiga quarta classe. 

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

ADALBERT STIFTER

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MESQUITA

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Etiópia
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PRELÚDIO

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Fiona Joy Hawkins
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NESTE DIA

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Busto de Galileu no museu a ele dedicado em Florença

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Neste dia, em 1633, Galileu Galilei refutou a sua versão astronómica do Sistema Solar que defendia ser o Sol o centro do Universo e não a Terra. Galileu foi pressionado pela Inquisição a fazê-lo, sob pena de acabar numa fogueira em nome de Deus. A Teoria Heliocêntrica havia nascido na sua cabeça depois de ter descoberto alguns satélites de Júpiter em 1610. 
A renúncia à Teoria salvou-lhe a vida mas não o livrou da condenação a prisão domiciliária perpétua. Levou 350 anos à Igreja Católica a reconhecer o erro — um bocado tardiamente!
Hoje sabe-se que o Sol não tem posição fixa, pois anda com a galáxia, a Via Láctea, mas longe de orbitar a Terra. 

Galileu dizia que todas as coisas são fáceis de perceber... depois de descobertas — o difícil é descobri-las.
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HONG-KONG

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Imagem adaptada de "The Atlantic"
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CASSINI'S GRAND FINALE

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Em Setembro, a nave Cassini entra na atmosfera de Saturno, aquece com o atrito, inflama-se, incinera-se, morre e fica sepultada no planeta "Senhor dos Anéis". Bonito, mas trágico!
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UM MUNDO COMPLICADO

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Localizada a Nordeste da Austrália e a Sul da Indonésia, a Ilha do Natal, parte insular do primeiro País, é conhecida mundialmente pela migração anual de 50 milhões de caranguejos vermelhos da floresta para as praias, onde vão desovar. É menos conhecida como local de internamento de "imigrantes ilegais" que procuram viver na Austrália com o estatuto de refugiados, problema hoje quase universal, o que não abona muito o Homo sapiens, Rei do Planeta Terra.
Poh Lin Lee, uma boa alma, intitulada no vídeo de trauma counsellor, que faz "terapia" com areia (?), narra as vicissitudes porque passam os internados/refugiados/imigrantes ilegais.
Não tenho informação para distinguir o que é verdade, fantasia, manobra imigratória, propaganda, blá, blá, blá. Registo o vídeo que fica a aguardar validação.

É interessante de qualquer forma. Tem legendas em inglês que pode interromper quando passam muito depressa.
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O REPÓRTER DA CIDADE

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Bate-chapa e tinta Robbialac!
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LA VACHE QUI NE RI PAS

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Se eu propuser ao(à) leitor(a) que imagine um campo verde com pasto do melhor que há e uma manada de vacas anafadas ali instaladas, umas a pastar pachorrentamente, outras deitadas no fofo da relva e outras simplesmente paradas a olhá-lo(a) com inevitável olhar bovino, o que lhe sugere isto? Provavelmente uma enorme tranquilidade, uma paz de fazer adormecer Marcelo Rebelo de Sousa, uma pasmaceira acabada. A mim também, mas parece que estamos ambos enganados — a natureza reserva-nos surpresas.
Uma equipa de biólogos com especial formação em Psicologia animal, em colaboração com matemáticos, estudaram a actividade psíquica dos bovinos em manada e chegaram a conclusões inesperadas, tão inesperadas que publicaram os resultados num jornal sugestivamente intitulado CHAOS, com o sub-título "An Interdisciplinary  Journa of Nonlinear Science".
E que diz Molero, perdão, Erik Bollt, um dos co-autores, sobre a matéria? Diz que naquele atraso de vida biológico que são a vaquinhas existe enorme tensão encoberta entre o grupo e cada animal, incluindo o que nos olha bovinamente e o que, saciado, se espapaçou no chão e arrota sem cerimónia. 
É que há enormes diferenças entre eles, no que a comer diz respeito. Desde logo porque uns são novos e mais pequenos, comem menos e ficam saciados mais depressa; outros têm menos apetite e num quarto de hora, ou coisa parecida, estão almoçados; e outros, porque têm maus dentes, ou são glutões, alarves, ou chatos, nunca mais se despacham. A gente não nota, mas há ali muita crítica disfarçada — quem diria?!
Chegados a este ponto, deve esclarecer-se que há mais problemas dependentes da relação indivíduo/grupo de que não nos apercebemos. Perguntará, então, o(a) leitor(a) porque não segue cada um o seu caminho e ficam "pendurados uns nos outros, ali parados? É uma boa pergunta, mas de fácil resposta.
Em primeiro lugar porque o "grupo" é importante mecanismo de defesa contra predadores, fruto da selecção natural teorizada por Darwin — sempre ele — que acabou com basófias individualistas e os mantém em permanente "colectivo" de defesa. E também porque enorme número de bovinos vive "em cativeiro", com um proprietário que não os quer ver longe uns dos outros, embora esse aspecto seja razão de terceira ordem.
Portanto, não se deixe enganar pelo bucolismo das manadas e pelo ar bovino dos seus actores — normalmente anda por ali alguma ansiedade e, frequentemente, falta de pachorra de uns para os outros. Quem diria?!
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

BERTHE MORISOT

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A TRAGÉDIA

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Imagens do "The Atlantic"
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FAZER UM "IGLOO"

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JOGOS DE ÁGUA

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Czardas de Monti
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(Com colaboração da Teresa)
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PENSAMENTO SOBRE OS PENSAMENTOS — P^2

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A VER NAVIOS

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Tive um professor que estudou na Suíça e dizia: "Se vires um banqueiro suíço a saltar da janela do 15º andar, salta logo atrás dele porque é, seguramente, um bom negócio". Sempre me lembro disto quando ouço falar de suíços e hoje lembrei-me quando li que um deles, chamado Christian Zaschke — que suspeito não ser banqueiro —, havia escrito um artigo sobre a Inglaterra e o Brexit no jornal Der Bund, em 17 deste mês.
Felizmente, uma alma generosa chamada Paula Kirby, tradutora, verteu a peça, dessa língua de bárbaros que é o alemão, para inglês e nós pudemos ler Christian Zaschke.

Diz, mais ou menos isto:


Se não fosse tão grave, a situação na Grã-Bretanha seria quase cómica. O País está a ser governado por um robot falante, de alcunha Maybot, que conseguiu visitar a torre ardida no Oeste de Londres sem falar com um único sobrevivente, ou com um dos voluntários que os assistem.
As negociações para a saída do País da UE estão marcadas para Segunda-Feira mas não há plano ou sombra dele. O Governo está dependente de um pequeno partido que dá abrigo a detractores do aquecimento global e a criacionistas. Boris Johnson é Ministro dos Negócios Estrangeiros. O que é que aconteceu a esta Nação?
Há dois anos, Cameron emergiu das eleições legislativas como vencedor brilhante. Assegurou uma maioria absoluta e, como resultado disso, tudo parecia que a carreira deste simpático peso-pluma estava destinada a surpreendentes altos voos. A economia estava a crescer mais rapidamente que em qualquer outro país no mundo. A independência da Escócia, e com ela o desmembramento do Reino Unido, tinha sido evitada. Pela primeira vez, desde 1992, havia uma maioria conservadora na Câmara dos Comuns. A Grã-Bretanha via-se como um actor respeitado no panorama internacional. Era o ponto de partida.
De modo a sair desta confortável situação para o caos presente no menor tempo possível, duas coisas eram necessárias: primeiro, o ódio dos conservadores da ala direita à UE e, segundo, a irresponsabilidade de Cameron ao pôr o futuro da nação dependente de um referendo, para satisfazer alguns fanáticos do seu partido. Tornou-se claro quão extraordinariamente má foi tal decisão. O facto da Grã-Bretanha se ter tornado a chacota da Europa está directamente ligada ao voto no Brexit.
Quem sofrerá mais é o povo britânico que foi enganado com mentiras na campanha para o Brexit, durante o referendo, e atraiçoado e tratado como idiota por elementos da imprensa. A falta de vergonha não tem limites: o "Daily Express" perguntava, com "ar sério", se o incêndio/desastre na Torre 
Grenfell não se devia a terem sido observadas regras da UE na construção. Nada prova a insinuação, mas fica a suspeita de que a UE também é culpada daquilo. Em aparte, diga-se que um País em que parte da imprensa se mostra tão pouco interessada com a verdade que explora um desastre como o da Torre Grenfell para fins de mau gosto, é um problema sério.
Os preços já estão a subir nas lojas, a inflação aumenta. Os investidores recuam. O crescimento económico abranda. E tudo isso antes das negociações terem sequer começado. Com as suas eleições desnecessárias, Theresa May já gastou um oitavo do tempo necessário para elas. Como é possível chegar a um entendimento tão complexo, como as negociações do Brexit, em tão pouco tempo permanece um mistério.
A Grã-Bretanha acabará por perder um dos seus mais importantes parceiros comerciais e ficará mais fraca em todos os aspectos. Faria sentido permanecer no mercado único e na união aduaneira, mas isso implicaria ficar sujeita a regulamentos sobre os quais não teria uma palavra a dizer. Seria melhor ter ficado na UE, em primeiro lugar. Assim, o Governo tem de arranjar um plano que seja ao mesmo tempo aceitável e traga o menor número possível de desvantagens. É uma questão de limitação de danos, nada mais; contudo, mesmo agora, ainda há políticos a trombetear em Westminster que será a UE a sair pior.
A UE vai defrontar um País que não tem ideia sobre que Brexit quer, liderado por uma mulher irrealista com os dias contados e um partido onde se começa outra vez a cavar trincheiras: os conservadores moderados tentam conseguir uma saída soft, mas a linha dura do partido está já a ameaçar rebelião. Uma batalha épica e a paralisia do partido estão aí.
O negociador do Brexit, Michel Barnier, já disse que espera uma posição clara, uma vez que não pode ser ele a tomá-la. O mais irónico disto é que, provavelmente, no interesse dos britânicos, o melhor seria ele fazê-lo.
A sociedade britânica está mais dividida que nunca, desde a guerra civil do Século XVII. Nas últimas eleições, 80% dos votos caíram nos dois maiores partidos e nenhum deles tem um programa centrista: a eleição foi entre extrema-esquerda e extrema-direita. O centro foi abandonado e isso nunca é bom sinal. Numa terra como a Grã-Bretanha, com tradição de pragmatismo e racionalidade, é motivo de preocupação. A situação está mesmo a fic
ar fora de controlo.
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(Esta Senhora é Paula Kirby, que nos fez o favor de traduzir o artigo do alemão)
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