sexta-feira, 31 de março de 2017

VERMELHO

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Amanhã joga o Benfica!
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BEM QUISERA ESCREVÊ-LA COM PALAVRAS SABIDAS

Uma das coisas de que gosto  não por  voyeurismo — é ler correspondência, sobretudo de escritores. Não considero "bisbilhotice", especialmente  quando essa correspondência está publicada. Além de podermos desfrutar do estilo, quando é o caso, fica-se com ideia mais aproximada da personalidade do escritor, dado que a simples leitura da obra muitas vezes não dá grande informação sobre isso. Acho que o referido se aplica a todos os artistas, e não só, talvez com excepção dos pintores, muitos dos quais têm obra que mostra claramente que eram "chalados" — v.g. Dali, talvez van Gogh.
Hoje peguei num livro com correspondência de Antero de Quental e li algumas cartas que não conhecia (para ser franco, de Quental até não conhecia nenhuma).
Uma delas, para Alberto Machado, açoriano como Quental, jurista, escritor, político e outras coisas mais, que se deduz lhe pedira uma fotografia ou gravura para incluir num texto. Quental responde assim:

Meu Caro Alberto,

Só hoje recebi a tua boa cartinha, que me parece trazer a data de 3. Aí te envio um exemplar da única boa fotografia que tenho. Foi tirada há já três anos, mas d'então para cá tenho mudado pouquíssimo. A gravura a que te referes, é cópia de um retrato que me tirou o ano passado, quando aí estive, o Columbano Bordalo Pinheiro, e que está muito bom como pintura, mas idealizado, como todas as composições desse pintor neo-velasquiano, no sentido do fantástico e tenebroso. Mas a tal gravura levou então esses toques sombrios até às proporções do funambulesco!
Preferia não andar gravado nos papeis, Mas, uma vez que não posso evitar, e sendo do teu gosto estampar-me no "Occidente", aí vai ao menos uma efígie autêntica.
Adeus, que escrevo à pressa por causa da hora do correio.
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Um abraço do teu
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velho amigo
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Antero de Quental
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Deduzo que havia um retrato do "neo-velasquiano" Columbano, retrato que seria "idealizado no sentido do fantástico e tenebroso", que Quental detestava; e uma gravura, talvez sugerida por Alberto Teles, que tinha levado esses toques sombrios (toques sombrios do retrato do Columbano?) "até às proporções do funambulesco". E,  para substituir um e outra, Quental enviava uma "efígie autêntica" (outra fotografia, talvez à la minute, digo eu).
Serve esta longa conversa para falar de duas coisas. A primeira é a preocupação de Antero de Quental com  a sua imagem no papel a publicar — queria parecer bem, bonito, bem apresentado, talvez mais bem vestido que Sócrates, conhecido também por Zezito.
A segunda, e tenho algum pudor em dizer isto, é a forma pouco clara como descreve o problema — de lana-caprina — da escolha do/da retrato/gravura/efígie. 
Com a admiração que tenho por Quental, esperava melhor, mesmo numa carta para um amigo, escrita à pressa "por causa da hora do correio".
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MISTÉRIO OU ENCENAÇÃO DA CÂMARA?

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Há dias que estes motas eléctricas estão estacionadas no parque de motociclos em frente da "Fonte Nova". Não é muito normal tantas motas iguais — eléctricas! — estarem estacionadas "juntas", no mesmo local, durante tanto tempo. 
Admito que se trate de promoção comercial. Mas, depois de ver os "figurantes" pagos pela Câmara Municipal de Lisboa para decorarem locais onde foram feitas obras dispendiosas e estavam desertos, pergunto se as motas também são "encomenda" de Fernando Medina. Depois do que o "Canal Q" noticiou, não me espantaria veja-se o vídeo no post aqui em baixo: há muita gente assim! Mais e inesperada do que se pensa.
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PRÉMIO NOBEL "BANHA DA COBRA" 2017

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(Clique na imagem e ouça)
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O mais extraordinário vendedor de banha da cobra que jamais ouvi — e sou um janota que, por razões profissionais, ouviu muitos!
Teste a sua resistência e veja quanto tempo aguenta. 
Ai, aguenta, aguenta, porque o homem é deslumbrante!
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UMA HISTÓRIA COM FIM TRISTE

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Depois de mais de 20 anos no espaço, a nave Cassini entrou na Grand Finale da sua histórica missão. Entre Abril e Setembro de 2017, depois de passar muito 
próximo do satélite de Saturno Titan, e de se dirigir aos anéis gelados do planeta, inicia uma longa série de 22 órbitas semanais entre este e os seus anéis, região nunca explorada por outra nave. Em boa verdade, é uma nova missão e, simultaneamente, a última.
Num registo quase dramático, a NASA informa-nos que, depois da órbita final — em Setembro —, a Cassini entra na atmosfera de Saturno, envia a última mensagem para a Terra, perde o contacto com a NASA, incendeia-se como um meteoro e os seus restos mortais passam a fazer  parte do património de Saturno — kaput! A história tem o seu quê de dramático, caramba!
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VIRA O DISCO E TOCA O MESMO



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Veja mais clicando nos ursos






VIVALDI PARA GULOSOS

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É guloso (a)? E gosta de Vivaldi? Então, "O Dolicocéfalo" tem uma prenda. Não quero que lhe falte nada.
Eu gosto muito de Vivaldi (a prima dele foi  minha lavadeira na tropa). Mas ainda gosto mais de doces!
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quinta-feira, 30 de março de 2017

BOM DIA !

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ARTE AUSTRALOPITECA

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QUINTA DA ALFARROBEIRA

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ARMÉNIO CARLOS ESTÁ ATENTO !

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Ontem, Quarta-Feira, 29 de Março de 2017, os astronautas da Estação Espacial Internacional fizeram esta fotografia nocturna do mais activo vulcão da Europa, o Etna, na Sicília, agora a "vomitar" lava — uma imagem de se lhe tirar o chapéu!
Hoje, Quinta-Feira 30, dois — ou melhor, uma e um — foram "apanhar ar" fora da Estação e "fazer obras" na doca de atracação da nave. Não sei quanto tempo "andaram por fora", mas estava previsto que fossem 6 horas e meia. Ignoro se a Intersindical tem competência no espaço mas, se tem, seguramente vai ameaçar com greves na EEI por falta de observação do horário de trabalho dos astronautas, negociado pelo incontornável Arménio Carlos. 
Um deles, ou melhor, o único, porque o outro era uma "uma", parece que perdeu um pano, farrapo, guardanapo, toalha ou coisa parecida, mas não foi nada de cuidado. A fotografia em baixo mostra a passeante de hoje no espaço— de sua graça Peggy Whitson — afanosa, a flutuar e a laborar. Muito giro: nunca esperei ver isto antes de morrer!
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VIRA O DISCO E TOCA O MESMO

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COISAS QUE ME DESLUMBRAM NA TV

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LA BELLA ITALIA

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video
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L´Italiano Vero
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POR FAVOR, NÃO ESPALHE !

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Há mil milhões de anos, dois buracos negros "em trânsito" algures no espaço celeste aproximaram-se e fundiram-se em poucos segundos. Tal como a pedra na superfície da água parada desencadeia ondas que se propagam centrifugamente, a fusão dos buracos lançou no espaço ondas gravitacionais.
Passemos agora para o ano de 2005 no planeta Terra, na manhã de 14 de Setembro, no observatório detector de ondas gravitacionais de Luisiana e, também no de Washington Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) — um padrão de pequenas ondas gravitacionais chega aos detectores e um computador acciona o alarme: qualquer coisa nova estava a ser registada. Inesperada e impressionantemente, eram ondas gravitacionais da fusão dos dois buracos negros há mil milhões de anos! É de cair de cauda!!!...
O espaço dito infinito, mesmo na qualidade de infinito, está em permanente expansão, coisa difícil de perceber; pelo menos para mim — Sócrates de Vilar de Maçada, não Sócrates de Atenas, deve perceber: infinitos é com ele! Mas, dizia eu, o espaço cresce continuamente e espaço é como automóvel, ou seja, só anda se motor trabalhar e motor só trabalha se pagarmos o combustível mais a roubalheira dos impostos. Os sábios não sabem quem paga a gasolina ao espaço, nem sequer se há motor. Então, para nos atrapalharem e disfarçar a ignorância, chamam à energia que move o espaço energia negra, mais preta que a do carvão.
Pois não é que vem agora um intelectual chamado Niayesh Afshordi, da Universidade de  Waterloo (não é esse Waterloo, é o do Canadá), dizer que a dita energia negra, mais negra que a do carvão, é constituída por essas ondas gravitacionais dos buracos negros! E, como é "nhurro" — anda desde 2009 a dizer a mesma coisa — está todo contente. Ganhou, pensa ele, a discussão.
Não sei se ganhou, ou não — quem sou eu? Mas Afshordi, penso eu de que, ainda tem de dizer como é que essa energia sai dos buracos negros que, por definição são lugares de onde não sai nada: nem a luz, nem os números do Totobola, nem quem vai comprar o Novo Banco e só sai a notícia de que o Benfica vai ganhar ao Porto, porque essa está na cara.
Há quem tenha explicação para isso, mas é complicado. Como o leitor é versado em Astrofísica — porque lê "O Dolicocéfalo" — pode ler algumas teorias aqui. Mas depois não espalhe porque é chato.
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ELE COME TUDO E NÃO DEIXA NADA

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(Fotografia editada)
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REVISITAR EÇA

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[...] Então começou a minha vida de milionário. Deixei bem depressa a casa de Madame Marques — que, desde que me sabia rico, me tratava todos os dias a arroz-doce, e ela mesma me servia, com o seu vestido de seda dos domingos. Comprei, habitei o palacete amarelo, ao Loreto: as magnificências da minha instalação são bem conhecidas pelas gravuras indiscretas da "Ilustração Francesa". Tornou-se famoso na Europa o meu leito, de um gosto exuberante e bárbaro, com a barra recoberta de lâminas de ouro lavrado, e cortinados de um raro brocado negro onde ondeiam, bordados a pérolas, versos eróticos de Catulo; uma lâmpada, suspensa no interior, derrama ali a claridade láctea e amorosa de um luar de Verão.
Os meus primeiros meses ricos, não o oculto, passei-os a amar — a amar com o sincero bater de coração de um pajem inexperiente. [...]

Eça de Queiroz in "O Mandarim" 
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Faz bem ao espírito do português, que vive em conjuntura política de teodoros  amanuenses do Ministério do Reino  e de teodoricos raposõesler um minuto de Eça por dia — não resolve, mas alivia.

PONTO DE VISTA

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quarta-feira, 29 de março de 2017

RAFAEL SANZIO

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PIOR A AMÊNDOA QUE O SABONETE

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O jornal "Observador" publicou, no dia 24 do corrente mês, uma notícia em que dava conta da opinião de Arnaldo Matos, o "Grande Educador do Povo Português", do MRPP (Movimento Revolucionário dos Pintores de Paredes), sobre o atentado em Londres, que  Arnaldo Matos aprova, como manifestação legítima de defesa contra o terrorismo de Estado que impera no mundo. Por sinal, a fotografia é parte duma outra mais completa mostrada em baixo, em que figura outra personagem que me dispenso de apresentar.
A pergunta é: porque omitiu o jornal a terceira personagem se, depois disso, publicou a fotografia completa, quando dava outra notícia? Para não associar a personagem à opinião sobre o atentado emitida pelo "Grande Educador"? É caso para dizer que foi pior a amêndoa que o sabonete.
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CALÇADA PORTUGUESA

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Com todo o respeito pelo artista, está mesmo a ver-se: o piso que dali vai sair não presta para a marcha a pé. 

NEWTON, JORGE JESUS, OU JERÓNIMO DE PIRESCOXE ?

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Para o que tenho a dizer, não preciso do discurso que preparei; mas preciso de contar uma história tosca — tosca é a forma da história, não a história propriamente dita.
Em 11 de Janeiro de 1672, Isaac Newton fez uma demonstração do "seu" telescópio reflector, com espelhos em vez de lentes — como o de Galileu — na British Royal Society. A sua jactância foi de imediato contestada por dois janotas, hoje ilustres desconhecidos, a saber: James Gregory e Laurent Cassegrain — não interessam e passamos à frente.
Mais importante é o facto de que a ideia de usar espelhos curvos nos telescópios já tinha mais de 1.500 anos quando Newton ainda usava fralda. E ainda o de que a construção de um telescópio reflector tinha sido levada a cabo mais de 50 anos antes dele perorar na British Royal Society!
Aliás, essa coisa do princípio dos telescópios reflectores já havia sido trabalhada pela cabeça de Hero de Alexandria, no Século I. Hero demonstrou que um espelho parabólico podia concentrar raios paralelos, criando uma imagem. Quase todos os dias vemos a ideia de Hero nas antenas parabólicas de TV que "decoram" os telhados das casas — muito lindas!
A propriedade de focar dos espelhos curvos era falada pelo persa Abu Saʿd al-ʿAlaʾ ibn Sahl, no Século X, num tratado intitulado "Sobre Espelhos e Lentes Queimadores", ou uma pessegada parecida.  E Leonardo da Vinci (sempre na brecha!) também tratou disso em vários escritos. E o astrónomo italiano Niccolò Zucchi, na Optica philosophia (1652), falava de um telescópio que tinha construído, em 1616, com um espelho de bronze curvo. Parece que não era grande espingarda, mas era um telescópio.
E, em 1636, Marin Mersenne, na obra Harmonie universelle, fala pela primeira vez num telescópio reflector com dois espelhos. E só em 1668, ou coisa próxima, é que aparece Newton com um telescópio reflector, de espelho curvo feito de liga de cobre, arsénico e mais uma cangalhada que ele inventou.
Hoje, todos os grandes observatórios astronómicos, incluindo o Telescópio Espacial Hubble, usam óptica reflectora. A quem se deve tal geringonça?  A Hero? A Abu Saʿd al-ʿAlaʾ ibn Sahl? A Zucchi? A Newton? A Marin Mersenne? A Jorge Jesus? A Jerónimo de Pirescoxe? A Marcelo? 
Para qualquer grande invenção é arriscado atribuir a respectiva paternidade. Cada vez mais as coisas são inventadas por muita gente, por vezes gente que nem se conhece. Em boa verdade, o melhor é considerar que tudo inventado na superfície do planeta Terra é inventado pelo Homo sapiens, tout court.
É menos arriscado e mais justo. Henrique "O Navegador" descobriu muitas coisas? Ou quem descobriu foram os marinheiros que morreram com escorbuto, malária, lepra, sífilis, frechadas, catanadas e até fome? 
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Este texto foi adaptado  do ensaio "How many great minds does it take to invent a telescope? " (Quantas grandes mentes são necessárias para inventar um telescópio?) da autoria de Thony Chriette, historiador de Ciência.
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JÁ HÁ QUEM SE DIVIRTA COM O ABUSO

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29-03-2017
13h03
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COMO SÃO TOMÉ !

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Ver para crer!

De coisas destas e similares, em todas as escalas, é que o patego do Dijsselbloem devia falar e não dessa parolice  dos copos e prostitutas. 

Presidente do Eurogrupo?!!!!.... Não acredito.
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(Com colaboração de Francisco Menezes Brandão)
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terça-feira, 28 de março de 2017

SALVADOR DALI

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A FACE OCULTA DA LUA E A ORELHA DE VAN GOGH

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A "face oculta" da Lua, além de ser nome de investigação da PJ e a "Orelha de van Gogh" dos astrónomos (ler aqui) , foi "acessoriamente" um mistério para a humanidade que só recentemente conseguiu "vê-la" através de imagens enviadas por naves espaciais. "Vê-la" mas não entendê-la: ao contrário da face virada para Marcelo Rebelo de Sousa, e antes dele para Galileu, a face oculta não tem crateras: é uma face escanhoada como a minha cabeça.
Hoje sabemos, ou julgamos saber, que as referidas crateras da face visível são resultado de fortes impactos de asteróides, com rotura da superfície do planeta, saída de lava das suas entranhas e posterior solidificação desta na superfície. Mas porque aconteceu isso só na face visível? 
Há teorias, como  explica o filme. É possível que a Lua tenha sido "abalroada" por um grande corpo celeste que se fundiu com ela, exactamente na face oculta. Da fusão com esse corpo terá resultado enorme dureza, ou consistência, ou resistência da crosta, que impediu a saída de lava como resultado de impactos posteriores e, consequentemente, não há crateras. 
Esse corpo celeste poderia ser outra Lua formada a partir da Terra, como a que existe actualmente. Isto é, terá havido tempos em que existiam duas luas, uma grande e uma pequena! Será? Who Knows
Mas a teoria é engraçada e o filme também, especialmente o último interventor que vale o filme todo.
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CAPELA DO PALÁCIO DA ALFARROBEIRA

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UM TRIBUNO !

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(Clique na imagem para ver — e ouvir! — o vídeo)
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O único campeonato da Europa que está em andamento é o brasileiro...
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HEDONIA E EUDAIMONIA

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Aristóteles defendia que o que chamamos felicidade compreende dois aspectos: o que chamava hedonia (prazer) e eudaimonia (vida bem vivida). Contudo, segundo Morten Kringelbach, professor de Psiquiatria em Oxford, Reino Unido, e do Centre for Music in the Brain, na Universidade de Aarhus, Dinamarca, é muito difícil comprovar que alguém feliz é o que gozou muitos prazeres.
O trabalho de Kringelbach centra-se na conexão entre as experiências de prazer — comida, sexo, drogas — e uma vida eudaimonica. Quando tudo corre bem, há um sistema de dar e receber entre várias regiões do cérebro que "produzem" experiências de prazer, as quais, cumulativamente, contribuem para sensação de bem estar. Imperfeições nos mecanismos que "governam" o prazer deixam-nos susceptíveis a estados de adição, fixação anormal na busca do prazer e depressão, em que o desejo de prazer, e o  próprio prazer, estão diminuídos. A característica comum destas e outras perturbações afectivas é que afastam a pessoa de dois aspectos chave do prazer: variedade e comunidade. Em última análise, a variação no prazer e a sua partilha com outros é o que é preciso para uma vida equilibrada e eudaimonica.
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Nota importante - O homem explica com brilho — quase como Jorge Jesus! Mas come metade das palavras... Aconselho a ver com legendas. São em inglês, mas ajudam a perceber a metade das palavras que deglutiu.
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PUNIÇÂO OU PRECAUÇÃO ?

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Grades na janela  punição ou precaução? 
Depende de a porta estar fechada ou aberta!
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ESTACIONAMENTO E ABUSO

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Peço desculpa pela insistência, mas considero isto um abuso inaceitável.
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NA PRÁTICA... A TEORIA É OUTRA...

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Poesia ...........e............Prosa
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Mario Cuomo, antigo Governador de Nova-Iorque, terá dito um dia que as campanhas eleitorais se fazem com poesia para depois governar com prosa. Cuomo é citado por Rachel Sylvester num artigo do The Times de hoje a propósito do Brexit, com o título mais ou menos assim: "May Pagará o Preço das Promessas Feitas aos Defensores do Brexit em inglês, como quase tudo, dito de forma muito mais sintética, clara e eficiente (May will pay price for Brexiteers’ promises).
Começa assim:

A Primeira-Ministra está a perceber agora que as negociações com a UE dificilmente satisfarão a linha dura, sua e dos eurocépticos. É difícil imaginar um processo político em que haja maior fosso entre as promessas da campanha pró-referendo e os detalhes da negociação com a Comissão Europeia e 27 estados membros. Em vez do "Retomar do Controlo", os próximos dois anos serão os do "Toma Lá Dá Cá", se houver alguma hipótese de acordo.
Figura sénior do Governo resume assim a situação: "Esta é a semana da retórica encontrar a realidade, em que Theresa May acciona o Artigo 50 do Tratado de Lisboa e começa o processo de partida do Reino Unido da UE. Acabou a guerra das palavras ocas."
Haverá uma guerra com Bruxelas, naturalmente, à medida que a Primeira-Ministra embarca no mais complexo processo diplomático de que há memória. Os ministros comparam o Brexit a um jogo de xadrez tridimensional, jogado com os olhos vendados e em simultâneo com tantos adversários que é impossível reter cada jogada feita em cada tabuleiro.
Rachel Sylvester aborda depois os problemas internos que as negociações vão desencadear, nomeadamente com a Escócia e a Irlanda do Norte, mas refere sobretudo o que pode esperar May dos seus próprios correligionários se as coisas não correrem como estes querem, o que é mais que proválvel. E cita John Major, que já provou desse "chá", quando diz, referindo-se aos Tory bastards: " They may be allies of the prime minister; the risk is that tomorrow they may not.” Falando bem e depressa — e com vossa licença — a porra é essa! (quase tudo que rima é verdade!). Gerard Batten, porta-voz do Ukip, por exemplo, já vai dizendo que a invocação do Artigo 50 foi uma ratoeira porque entrar em negociações vai tirar o Reino Unido da "floresta negra UE" para o "pântano UE".
Não posso transcrever o artigo todo por razões óbvias, mas vale a pena lê-lo aqui. Termina assim: O mais difícil no trabalho da Primeira-Ministra nos próximos dois anos será converter poesia em prosa sem ser acusada de traição.
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Nota: O artigo tem, no momento em que o publico, 994 comentários na respectiva caixa!!!
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FOTOGRAFIA DO DIA

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Quinta da Alfarrobeira 
(S. Domingos de Benfica - Lisboa)
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segunda-feira, 27 de março de 2017

VAN GOGH

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MANCHAS — QUEM AS NÃO TEM?

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O Sol tem manchas — quem as não tem? Ninguém! — rima e é verdade.
Mas as manchas do Sol vão e vêm, enquanto as humanas vêm para ficar; ou para durar, na melhor das hipóteses — é a vida diria o Secretário-Geral da ONU.
Vou explicar o que faz as manchas do Sol, mas antes aconselhá-lo(a) a não olhar para elas porque pode ficar com o cristalino ou/e a retina danificados. Tais manchas são o resultado de complexa actividade magnética na superfície da estrela, uma espécie de arrotos, com sua licença. Evoluem por ciclos de, aproximadamente, 11 anos, tempo entre dois períodos de número máximo de manchas, com um período de poucas manchas, ou nenhumas, (±) no meio.
Pois, neste momento, pode tomar nota na agenda que o Sol está,  desde 7 de Março, sem manchas — como se pode verificar na autópsia, perdão, na fotografia em cima (não fui eu que tirei!).
Muitas manchas significam maior actividade solar; poucas, o contrário. Mas não há perigo: não está morto, apenas a descansar.
As fotografias em cima que, repito, não fui eu que fiz, mostram a nossa abençoada estrelinha com muitas manchas em 27 de Fevereiro de 2014 e, sem manchas, há uma semana. 
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Is the Sun a god, a man, a woman, or simply a giant ball of hydrogen? Why does it tell fibs about its favourite painters? Is the Sun afraid of dying? Does it get depressed? And what does it really think about us, and the solar system it is bound to care for? In Sunspots fact, fiction, horror, humour and joy are condensed into a powerful meditation on the star that gives us life.
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Comentário ao livro de Simon Barraclough, "Sunspots"

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NUVENS APOCALÍPTICAS E NÃO TANTO ASSIM

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A Organização Meteorológica Mundial reconheceu oficialmente um tipo raro de nuvens e incluiu-o na nova edição do seu Atlas Internacional das Nuvens.
Tal tipo de nuvens, forma silhuetas assustadoras – por exemplo, de rostos de pessoas – é conhecido já há muito tempo, mas até agora nunca tinha sido devidamente estudado e descrito.
As pessoas pouco familiarizadas com a meteorologia ficam frequentemente amedrontadas com o fenómeno, muitas vezes associado ao dia do Juízo Final ou a uma invasão de extraterrestres.
Há 9 anos, as nuvens “apocalípticas” atraíram a atenção do fundador da Sociedade dos Amadores de Nuvens (?!), o escritor britânico Gavin Pretor-Pinney. Em 2009, Pretor-Pinney propôs que  fossem baptizadas como Undulatus asperatus, (“ondeado colinoso” em latim), e incluídas numa classificação geral de nuvens.
Mas só 8 anos mais tarde o escritor viria a conseguir o seu desejo.
Na nova edição do Atlas Internacional das Nuvens,  chamam-se asperitas (aspereza, em latim), já que por regra o nome deve ser um substantivo. Além disso, o atlas foi enriquecido com mais 11 tipos —  com nomes tão peculiares como volutus, flumen, ou fluctus, entre outros.
O Atlas foi publicado pela primeira vez em 1896, e a última vez que um novo tipo de nuvens foi adicionado aconteceu em 1951.
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OBSESSIVO-COMPULSIVO

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A repetição de gestos inúteis, por vezes caricatos, quase sempre inconscientemente, é manifestação de ansiedade, muitas vezes de perturbação obsessivo-compulsiva — não augura nada de bom. 
Pior ainda quando o protagonista tem, teoricamente, capacidade de destruir o planeta. Valha-nos Santa Engrácia, Padroeira dos Aflitos! 
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EM TEMPOS FOI UM PASSEIO !

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É verdade!!!
Ainda me lembro de quando os automobilistas estacionavam na rua e os peões torciam os tornozelos na calçada portuguesa dos passeios. Se descontarmos o incómodo que a situação mostrada acarreta para os peões, acho que passeios de calçada portuguesa, aos altos e baixos, incluindo os buracos, não merecem mais respeito. 
E pela calçada portuguesa e pelo civismo dos automobilistas não vai nada? 
TUDO!!!
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ENSAIO SOBRE GEOMETRIA PLANA E ESPACIAL

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Segundo os jornais, pela primeira vez foi encontrado um perdido — agora achado — não no Triângulo das Bermudas, mas no Triângulo do Marquês. São seis milhões — repito, seis milhões — de euros que se tinham "afundado" numa conta bancária em Portugal, em nome de Henrique Granadeiro, depois de uma "triangulação" Reino Unido/Suíça/Portugal, não necessariamente por esta ordem.
Tanto quanto se deduz da análise dos mapas do Triângulo das Bermudas, este é equilátero, ou perto disso, e acutângulo: três lados iguais e ângulos todos agudos. 
O Triângulo Marquês não!!!... seria demasiado "careca". Trata-se de um triângulo escaleno e obtusângulo, com os lados todos diferentes e um ângulo obtuso. Era este ângulo que deixava o Ministério Público também obtuso.
Agora, a investigação vai ser mais fácil. Procuradores e inspectores já frequentaram aulas de actualização em Geometria, leccionadas por Nuno Crato, e estão preparados para, praticamente, todas as figuras geométricas, sejam planas, sejam 3D. É que os protagonistas do processo "Marquês" utilizam umas e outras. Das primeiras, são particularmente exímios no trapézio aliás, já assistimos a excelentes números de voo sem rede. E nas figuras 3D dominam todos os poliedros é que poliedro significa muitas faces e nisso ninguém os bate!
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A CAIXA VOADORA

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Gosta de caixas voaras? De andar pelo ar, o que é contra naturam? Peixinho anda no mar, passarinho anda no ar e homem anda com pé. Isso é que é normal! Não acha que ver a Terra como se fosse um local liliputiano é deprimente? E aquela coisa do fasten seat belt não é manifestação de que eles não estão seguros de que vai correr tudo bem? E aquela trapalhada do cockpit? Sabem eles para que servem todos aqueles relogiozinhos? Tenho a certeza que alguns não sabem, ou já se esqueceram!
Eu, para ser franco, tenho cagaço daquilo. Mas acho piada à geringonça — vista de fora!!!... Por exemplo, ver uma aterragem e uma descolagem sentado na minha cadeirinha, sem o tal fasten seat belt.
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domingo, 26 de março de 2017

WASSILY KADINSKY

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