sexta-feira, 30 de junho de 2017

OS GRANDES VELEIROS

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"Lightning"
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Clipper muito veloz que fazia carreira entre a Austrália e a Inglaterra. Foi destruído por um incêndio, no porto de Geelong em 1867, quando — completamente carregado — se preparava para zarpar rumo a Londres.
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O COMUNICADOR

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Conhecido Director de Comunicação de um conhecido clube de futebol
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DIA INTERNACIONAL DO ASTERÓIDE

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Hoje, 30 de Junho, foi o Dia Internacional do asteróide. Os asteróides são "mundos" rochosos, sem ar, demasiado pequenos para serem considerados planetas. São pequenos, mas muitos: entre Marte e Júpiter, orbitam entre 1,1 e 1,9 milhões deles com mais de 1 km de diâmetro; e há muitos mais com menor dimensão. O maior é Vesta, com mais de 500 km de diâmetro, mas há alguns com pouco mais de 1 metro.
Leia aqui mais informação interessante sobre asteróides.
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OS ETs

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A imagem ilustra um artigo sobre a existência, ou não, de seres extra-terrestres inteligentes. Pelo que se vê no "boneco", parece que pode ser perigoso. Dá que pensar —  no caso da resposta ser afirmativa, depende desses seres terem bom ou mau "feitio". Amanhã vou pensar nisso e, se estiver inspirado, darei uma resposta — não definitiva!...
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A VERDADEIRA GERINGONÇA

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Quando os agricultores de Bengala, na Índia, acabam a colheita do trigo, ou do arroz, para limpar os campos, habitualmente queimam a palha ou o restolho. É uma maneira expedita de tratar o terreno que permite manter na terra compostos vegetais nutritivos.
O procedimento é um festim para as aves que caçam milhares de insectos em fuga das chamas, como se vê na fotografia — de grande qualidade, acrescente-se.
A Natureza é uma máquina com múltiplas engrenagens que são automaticamente accionadas quando surge a situação adequada, mesmo que inesperada. Repare-se que o homem "força" a terra a produzir mais arroz e trigo do que seria normal de forma espontânea; daí resulta excesso de palha e restolho que não se perdem, pois enriquecem a terra; os pobres insectos vêem a casa a arder e dão de frosques; mas as aves ficam a ganhar, pois têm um grande banquete — é uma cadeia onde o que é bom para uns é mau para outros; mas também o que é bom para uns é bom para outros; e o que mau para uns é bom para outros; rebabá; neste mundo nada se perde nem nada se cria, tudo se transforma em porcaria; numa reacção em ambiente fechado, a soma das massas dos reagentes é igual à soma das massas dos produtos, Lavoisier dixit; blá, blá, 
blá... 
isto é que é uma geringonça!
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VESPA

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Há mais de 70 anos na crista da onda!
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BATERISTAS AUTODIDACTAS

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Clique e ouça as catatuas do Norte da Austrália que tocam para impressionar as fêmeas
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LISBOA E O SOPRADOR DE CORNO

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Ripon é uma pequena cidade de Yorkshire, no Reino Unido. Desde o ano 886, e até 2015, que um tocador de trompa, ou um seu adjunto, às 21h00 exactas, ia aos quatro cantos da Praça do Mercado e fazia soar a trompa, dirigindo-se depois à casa do Mayor onde
tocava mais três vezes. A ideia era permitir aos munícipes acertar os relógios e dizer aos malfeitores que o horn blower estava atento!
A tradição perdeu-se em 2015 mas, Graças a Deus, vai voltar. O município já abriu concurso para recrutar um novo horn blower. A carga horária é de 3 horas por semana e a remuneração de £8,72 por hora, mais £21,12 por cada presença em cerimónias públicas.
A tradição foi iniciada por Alfredo, O Grande, para transmitir aos residentes a mensagem de que era necessário estarem vigilantes e de que a Coroa estava atenta e pensava neles.
Actualmente, em Lisboa, tal mensagem é transmitida pelas intermináveis obras omnipresentes que levam diariamente os munícipes a desejar coisas surrealistas ao Medina — só lhes falta um "soprador de corno" ao pé de casa às 5 da manhã.
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INTERMEZZO

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Anne-Sophie Mutter (violino) e André Previn (piano) tocam Mozart
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

CASPAR DAVID FRIEDRICH

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VAGALUME

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Vagalume faz inveja ao céu estrelado do Bràasiu!
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O REPÓRTER DA CIDADE

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O QUE FAZEMOS AO MUNDO

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Viagem sobre a pegada do homem na Terra. Atravessa a densidade urbana de Nova Iorque, a habitação comunitária da Dinamarca, o Deserto da Namíbia, os círculos do centro pivot de irrigação da Arábia Saudita e a desflorestação da Amazónia.
Montada com mais de 4.000 imagens do Google Earth pelo realizador Adnaan Jiwa, a peça mostra exemplos de inovação ambiental e de degradação através do mundo, alertando para a capacidade colectiva de expansão, criação e destruição do homem.
A música é a canção Midnight da banda Caravan Palace.
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QUANTO VALE O "HOMO SAPIENS" ?

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Na realidade, a realidade é cair de cauda. Andamos tão ocupados com a política doméstica, com as larachas sobre Marcelo, Costa, Passos, Cristas & Cª, com a Taça das Confederações, com as facécias do Trampas e outras coisas menores, que até esquecemos o nosso lugar neste mundo. Acabo de ler um ensaio sobre a nossa posição no Universo, com o sugestivo título Do We Matter in the Cosmos? (qualquer coisa como "Temos Alguma Importância no Universo?"), que me deixou esclarecido/embrutecido por hoje — amanhã esqueço.
Começa o autor — Nick Hughes, da Universidade de Dublin — por esclarecer, para assentar ideias, que vivemos numa galáxia cujo raio, se fosse atravessado à velocidade da luz (± 300.000 km por segundo), consumiria 100.000 anos. Mas, mesmo que, por absurdo, o conseguíssemos, não iríamos muito longe: é que o Universo tem 2 mil milhões (2.000.000.000.000) de galáxias aproximadamente semelhantes.
O Universo começou há cerca de 13,8 mil milhões de anos, com Big-Bang, e se convertêssemos a escala e tomássemos esse tempo por um ano, começando o mundo no dia 1 de Janeiro, o Homo sapiens teria aparecido nesse mesmo ano, às 22H24, de 31 de Dezembro. Seriam agora 23H59:59' desse mesmo ano e dia e é possível que o Homo sapiens não passe da meia-noite. O Universo, pelo contrário, tanto quanto sabemos, é possível que continue e seja eterno.
Portanto, a nossa insignificância física e temporal é avassaladora. Quer isso dizer que somos cosmicamente irrelevantes, acidentais, inconsequentes e por aí fora?
No seu "Pensamentos", Pascal escreveu, em 1669: "Quando considero a curta duração da minha vida, engolida pela eternidade antes e depois, o pequeno lugar que preencho na imensidão dos espaços de que não sei nada e que não sabem nada de mim, fico aterrado. O silêncio eterno destes espaços infinitos aterrorizam-me.
A posição de Pascal é comum, mas sem solução consensual. O filósofo Simon Blackburn, da Universidade de Cambridge, escreve no seu livro Being God: Quando alguém pergunta se a vida humana tem algum significado, só se pode responder: "Para quem?"
A consciência da nossa irrelevância e inconsequência é hoje muito mais nítida que no tempo em que a Terra era o centro do Universo e o mundo girava em volta dela. Os factos referidos a abrir este post, claramente, tornam-nos mais pessimistas e, cada vez mais, isso será evidente. Filosófica e cientificamente não há solução. Pelo contrário, Ciência e Filosofia só agravam o problema — com a NASA, a Estação Espacial Internacional, o Acelerador de Partículas do CERN, ou a sonda Cassini, Pascal estaria hoje muito mais angustiado. Sorte a dele que viveu em tempo de suaves sobressaltos científicos. Ser velho tem algumas vantagens!
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IMAGEM DO DIA

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Esta medusa foi descoberta em Setembro de 2015, numa das ilhas do Hawaii. Pensa-se que pertence ao género Bathykorus, mas ainda não está classificada definitivamente pela National Oceanic and Atmospheric Administration.
Movimenta-se na água usando a "boca" como o "jacto" de um avião. A Natureza lembra-se de cada uma!...
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NO PASA NADA !

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Lê-se nos meios de comunicação social que o Governo encomendou análises da sua popularidade, depois da tragédia de Pedrógão Grande, através de realização de um focus group, ou "discussão em grupo", técnica expedita e tosca usada habitualmente pelo marketing para avaliar a satisfação do consumidor.
Isto é, o executivo ainda está a enterrar os mortos e nem espera que estejam todos inumados para saber se o povão está zangado ou desiludido com as suas jericadas. Admito que a popularidade do Primeiro-Ministro seja mais importante para o Governo que dezenas de cadáveres improváveis há duas ou três semanas. Em face do exposto, admito e fico esclarecido sobre os sentimentos daquele pessoal. 

Se — como parecem indicar os resultados do focus group — a popularidade de António Costa não saiu "beliscada", então digo à espanhola: Pedrógão? No pasa nada!;)
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O PORTUGAL PROFUNDO

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(Clicar na imagem para ver tudo)
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quarta-feira, 28 de junho de 2017

PIERRE BONNARD

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SACUDIR A ÁGUA DO CAPOTE

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Quando leio e vejo a descrição, os comentários, as explicações, as justificações, as desculpas e toda a cangalhada escrita, falada, filmada e gravada sobre o incêndio de Pedrógão Grande, lembro-me do título dum livro do físico e divulgador científico americano chamado Andrew Thomas, título que em inglês é Hidden in Plain Sight, traduzível por "Escondido na Completa Visibilidade" ou, melhor ainda, "Escondido na Total Evidência"; ou seja, coisa difícil de perceber por ser excessivamente fácil percebê-la.
Já Einstein tinha dito que qualquer tonto inteligente pode fazer as coisas maiores e mais complicadas do que elas são na realidade; para seguir o caminho inverso, é que é preciso ter génio. E Albert Szent-Györgyi, Prémio Nobel da Química, achava que a descoberta científica consiste em ver o que todos vêem, mas pensar o que ninguém pensou.
Pedrógão Grande, salvo o devido respeito pelas vítimas da incompetência e de outras coisas mais que não vou agora esmiuçar, é a situação inversa do Hidden in Plain Sight — é a tentativa de esconder o que é evidente. Já todos percebemos que ocorreu ali uma tragédia, fruto de confusão totalmente desorganizada, sem rei nem roque, com graves falhas técnicas — funcionais e materiais — no combate ao fogo e no socorro às vítimas. Em bom português, chama-se ao comportamento do Primeiro-Ministro, e outros membros do Governo, fazer fumo para sacudir a água do capote. E tenho a certeza que nem uma pinga dela lá vai ficar — para a semana os capotes estarão todos enxutos. Talvez a Ministra leve uma corrida em pelo e é um pau.

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FRITILLARIA IMPERIALIS L.

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Página 16 do livro The Florist, de Robert Sayer, publicado em 1760. A imagem sem cor da "Coroa Imperial" (Fritillaria imperialis L.) é uma das 60 flores contidas na obra para os possuidores colorirem a seu gosto — no tempo em que não havia telenovelas, blogs, nem o Facebook!
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AINDA NÃO ERA O DIA

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FOGO DE ARTIFÍCIO

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Os pirilampos piscam e, na maior parte dos casos, piscam em grupo, qual programa de fogo de artifício. Não se sabe quem "dirige o espectáculo", mas admite-se que haja um maestro. Neste vídeo vê-se um conjunto "pirotécnico" controlado por lâmpadas LED. Não prova nada, mas é engraçado.
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E AGORA?!!!

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Estamos em Portugal, ou onde estamos?...
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A COISA ESTÁ A FICAR... AZUL...CELESTE !!!

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terça-feira, 27 de junho de 2017

GUSTAVE COURBET

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ARTIGO DE OPINIÃO

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O SIRESP tem os profissionais certos no departamento errado. Tem estupendos advogados a redigir contratos, mas tem péssimos técnicos, que nem conseguiriam sintonizar a TSF dentro das instalações da TSF.
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José Diogo Quintela in "Correio da Manhã"
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OS GRANDES VELEIROS

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Étoile du Roi

Veleiro de bandeira francesa construído em 1997, tem 33 metros de comprimento e desenho a imitar um navio de guerra do tempo de Nelson (inspirado no HMS Blandford, 1741).
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(Imagem do Marine Traffic Blog)
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O REPÓRTER DA CIDADE

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THE SHAME

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May não tem vergonha na cara. Num dia de rara inspiração, convocou eleições gerais para aumentar o poder na Câmara dos Comuns e perdeu a maioria. Ficou com o "pé no ar" e em desequilíbrio.
Mas May não é pessoa para largar o poder com facilidade. Mastigou a situação e chegou a acordo com um partidozinho da Irlanda do Norte. Se os deputados do DUP lhe derem os votos sempre que deles precise para não "ir c'o saco", May paga mil milhões de libras à Irlanda. Isto é, os contribuintes ingleses é que vão pagar a permanência da Primeira-Ministra, mesmo que sejam de outro partido. Seria como se nós todos tivéssemos de pagar aos açoreanos, ou aos madeirenses, para eles votarem sempre, na Assembleia da República, de modo a segurar o partido de Costa no Governo.
A habilidade de May tem sabor a Nicolás Maduro, ou a Erdogan; e aproxima-se, ameaçadoramente, de Kim Jong-un!
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UM PORTA-AVIÕES NA CIDADE

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EM ITÁLICO

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[...] Em Portugal, o que existe é (, pelo contrário,) uma cultura de irresponsabilidade política pelo que, mesmo perante um acontecimento de enorme gravidade, os políticos protegem-se mutuamente, evitando o apuramento das responsabilidades.
Foi assim que, quando o Presidente da República apareceu no incêndio de Pedrógão Grande, onde morreram 64 pessoas, proclamou bem alto, antes de qualquer inquérito ou averiguação, que ninguém era responsável: “O que se fez foi o máximo que se poderia ter feito.” Uma semana depois, já aparece a dizer que é necessário “apurar tudo, mas mesmo tudo o que houver a apurar”, mas apenas “no plano técnico e institucional”. Isto porque, no plano político, já é claro que ninguém será responsabilizado.
O primeiro-ministro agradece a ajuda presidencial, alinhando precisamente pelo mesmo diapasão. Reconhece que “seria mais cómodo o sacrifício de uma colega do governo”, mas mantém a sua confiança política na ministra da Administração Interna, afastando qualquer responsabilização. Quando se pensa que se trata do mesmo primeiro-ministro que retirou a confiança política ao ministro da Cultura por este ter prometido umas terapêuticas bofetadas a dois críticos, pergunta-se quais são os critérios pelos quais este governo se gere em matéria de responsabilidade política.
Mas o que tem sido espantoso é a forma como alguma imprensa tem colaborado com o governo na montagem de uma cortina de fumo, a ver se consegue esconder a verdadeira dimensão dos danos causados pelos fogos. É assim que uma jornalista é massacrada nas redes sociais por fazer um directo junto a um corpo, como se os mortos devessem ser escondidos. É assim que a imprensa noticia as perguntas que o primeiro-ministro anda a fazer aos serviços, em vez que (de?) lhe pedir uma resposta cabal e urgente sobre o assunto. E, quando aparece um jornalista a escrever num jornal espanhol sob pseudónimo, a avisar que a carreira política do primeiro-ministro pode estar em causa – o que seria óbvio em qualquer outro país –, procura-se imediatamente matar o mensageiro, atacando o jornal e questionando-o sobre a identidade do jornalista em causa. A ponto de o próprio jornal vir dizer que nunca viu nada semelhante em 22 anos da sua secção internacional, nem quando escreve sobre a Venezuela e a Turquia. 
É espantoso que ninguém em Portugal se aperceba da figura que o nosso país está a fazer a nível internacional, com esta exibição da sua incapacidade de responsabilizar os seus governantes. [...]

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Luís Menezes Leitão in "Jornal i"
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SEM VERGONHA NA CARA

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A política é uma actividade porca, suja e mesquinha que vive de atitudes rascas e golpes baixos? Não é! Os políticos é que são porcos, sujos e mesquinhos que vivem de atitudes rascas e golpes baixos. Uma coisa é a roupagem que vestem quando aparecem em público a falar do povo, do País, dos mais desfavorecidos, dos direitos dos cidadãos, da democracia, da ética republicana e outros chavões e mais um par de botas; outra é a intimidade partidária feita de luta pelo poder, pela visibilidade, pela imagem de dedicação e desinteresse, e por impudícia, sofreguidão por benesses, honrarias e popularidade, pelo "leitinho" do poder, em suma.
Não enganam ninguém porque o povão sabe que eles são assim, eles sabem que o povão sabe e o povão sabe que eles sabem mas não se importam, desde que a populaça se mantenha mansa.
Ser político é isto. Tanto faz chamar-se Joaquim, José, Fernando, ou Ezequiel — uma tropa que temos de aturar porque quem não é como eles afasta-se. Hoje, uma carreira na política faz-se às cotoveladas e a golpes de sacanice. Casos como Ramalho Eanes, por exemplo, são a excepção que confirma a regra — o resto é quase tudo trampa.
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Nota: O desabafo é explicado pelas críticas a que se assiste depois de Passos Coelho ter assumido e pedido desculpa por um erro político. Críticas dos que, provavelmente, por incúria e incompetência, são responsáveis por uma tragédia sem precedentes em Portugal.

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VICTOR MARAIS MIKTON

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ESPERTO MAS NÃO TANTO

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Imagem obtida com sobreposição de fotografias colhidas de 20 em 20 minutos, durante 20 horas, duma colónia do fungo Aspergillus fumigatus a crescer numa placa com meio de cultura.
O A. fumigatus desenvolve um biofilme que o protege dos medicamentos e do sistema imunitário de defesa do hóspedeiro parasitado. Esperto, mas não tanto: o Homo sapiens conseguiu criar maneira — usando material do próprio biofilme que o protege — para anular a defesa.
Agora, enquanto engendra outra "manha", vai levando no coco.

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segunda-feira, 26 de junho de 2017

CARL SPITZWEG

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 Caçador de Domingo
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HONG KONG

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VENDE-SE

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FONTE TREVI

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A Câmara Municipal de Roma proibiu a prática de sentar, tomar banho, lavar roupa, dar banho a animais e atirar para a água objectos que não sejam moedas, nas fontes de Roma, especialmente na Fonte Trevi.
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NÃO HÁ BELA SEM SENÃO

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Marta é uma cadela mastim napolitano, com cerca de 55 quilos de peso, que venceu na passada Sexta-Feira, na Califórnia, o Prémio de "Cão mais Feio do Mundo". A dona, Jessica Burkard, gostou porque a adora e considera que não há cão mais bonito — especialmente os olhos vermelhos, quase tão "caídos" como as bochechas, e pele um número acima. 
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QueSST

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Ilustração do que virá a ser o Quiet Supersonic Transport, ou QueSST, um avião de passageiros supersónico da NASA, por enquanto chamado só X-plane. Será confortável e não terá esse problema do sonic boom, associado com o voo supersónico que hoje existe. Ganda máquina!
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ENCÉFALO MAL PASSADO


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.António Costa terá dito hoje, ou ontem, ou amanhã — tanto faz! — o seguinte (transcrevo): Fernando Medina é o único verdadeiro candidato a presidente da Câmara de Lisboa, que vencerá as eleições "por mérito próprio", porque teve a coragem de ultrapassar a herança recebida.
Grande tirada, não fosse uma burrice — nem é preciso explicar porquê. Mas, porque pode haver um socialista português que não perceba, fenómeno frequente, sempre direi que os futuros candidatos serão todos "verdadeiros candidatos". Não tenho conhecimento que a lei preveja a figura de candidato virtual.
Mas isso é o menos mau na inspirada declaração de Costa. O pior mesmo é a admissão de vitórias sem ser por mérito próprio; ou seja, vitórias de candidatos rascas, eventualmente por batota nas urnas, manipulação eleitoral suja, conspiração desleal contra oponentes, mentiras e por aí fora. Da conversa de Costa pode concluir-se que tal fenómeno ocorre em Portugal, caso contrário não seria necessária a referência à qualidade da possível vitória de Medina. Ele lá sabe porque fala nisso.
Caricata, por fim, é a referência à "coragem de ultrapassar a herança recebida". Ficamos sem saber se a "ultrapassagem" foi de burrices herdadas de Costa, o que não o abona muito e por isso não deve ter sido; ou se foi ir além do génio de Costa, que em matéria de basófia ainda o abona menos.
Costa começa a tresler! O "calor" de Pedrógão Grande assou-lhe o encéfalo. Está mal passado, mas está assado.

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HOJE É DIA DE SORTE PARA "O DOLICOCÉFALO"

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Saiu-lhe uma Cap i Cua !
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O REPÓRTER DA CIDADE

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A HISTÓRIA REPETE-SE — SEMPRE !

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[...] Infelizmente para nós a solução governativa que permitiu a António Costa ser primeiro-ministro desmontar-se-á porque um dia os portugueses serão confrontados de novo com um outro desastre. Já foi assim com José Sócrates e receio que venha a ser assim com António Costa. São os desastres, o imprevisível, o que vem de fora da cidadela mediática de Lisboa, que fazem os governos socialistas chegar ao fim.
Por muito que nos custe quem pôs fim à carreira de Sócrates não foi a capacidade da oposição para desmontar a sua demagogia mas sim a Justiça pois nem esse momento em que teve de fazer o pedido de ajuda externa foi suficiente para mostrar a mentira em que se baseavam as suas políticas, que aliás voltaram agora para gáudio dos seus antigos promotores. Estes últimos, devidamente desembaraçados do seu anterior patrono (é aliás vergonhoso o espectáculo dessa gente que agora faz de conta que não conhece Sócrates de parte alguma), voltaram ao poder com Costa e já começam a esvoaçar em torno de Fernando Medina que para efeito da sagração mediática já recebeu o cognome que Sócrates arvorava nos seus belos tempos: menino de ouro.
A diabolização de quem a contesta – agora é austeridade já foram o neoliberalismo, o fascismo, a reacção, o capitalismo, o imperialismo – tem bastado à esquerda não apenas para ganhar as eleições mas, não menos importante, para questionar a legitimidade de qualquer um que mesmo tendo mais votos não tenha o seu aval. Donde a catástrofe, resulte ela de um incêndio ou de um factor externo, como os mercados, que não se conseguem controlar com a verborreia do costume, se ter tornado naquilo que os socialistas realmente temem. Quanto ao resto têm tudo sob controlo. Tudo, mas mesmo tudo, senhor Presidente
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Helena Matos in "Observador"
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*É preciso “apurar tudo, mas mesmo tudo, o que houver a apurar” (Marcelo Rebelo de Sousa)

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